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O que sempre ocorre é que a estrela de algum modo se desfaz de parte de seu material; formando as chamadas nebulosas planetárias (restando uma anã branca em seu centro), ou de outro modo libera violentamente seu material ao exterior mediante uma supernova.
Anã Branca:
Na etapa final de uma Gigante Vermelha, a região central da estrela se contrai e joga ao espaço as camadas externas.
Em seu interior fica um tipo de estrela chamada anã branca a qual tem o tamanho da terra mas a massa do sol. Por isso, a sua densidade é muito elevada: uma tonelada por centímetro cúbico!
Esta classe de estrela demora muito a esfriar sua superficie; a mais fria tem uma temperatura de 3500 graus kelvin.
Supernova:
As
estrelas de massa maior, depois de converter seu hidrogênio, podem
seguir queimando os componentes restantes para formar elementos mais pesados
(carbono, oxigênio, neônio, magnésio,silício,
e finalmente ferro). Como o núcleo de ferro é o mais estável
na natureza, não existe mais a possibilidade de se obter energia
usando o ferro como combustível nuclear: a produção
de energia nuclear na estrela pára abruptamente quando se formam
núcleos de ferro.
Nesse momento a estrela colapsa, desmoronando-se em si mesma. A estrela se contrai, aumenta incrivelmente a densidade no centro, e devido à resistência da matéria nuclear, as camadas externas que caem para o interior da estrela ricocheteiam no centro. Ocorre assim uma grande explosão que destrói a estrela.
O brilho desta explosão é considerável e pode ser até dez bilhões de vezes mais brilhante que o sol.
A isto se chama uma Supernova
O núcleo da estrela, que sobra após a explosão, se transforma geralmente em uma anã branca. Mas, esse destino depende de sua massa.
Estrela de Nêutrons:
Quando a estrela ultrapassa o limite de 1.4 massas solares a matéria se comprime ainda mais que em uma anã branca. Nesse momento os elétrons de seus átomos colidem (ao estarem tão comprimidos) com os prótons, são absorvidos (o inverso do decaimento beta) formando um nêutron. Nesse momento a estrela volta a ser uma estrela de nêutrons.
Um outro efeito ocorre quando o seu tamanho se reduz ao redor de 10
quilômetros de diâmetro, com bilhões de toneladas por
centimetro cúbico! A estrela aumenta violentamente a quantidade
de giros, o que faz com que ela emita (periodicamente) uma grande quantidade
de sinais de rádio:
Os Pulsares
Buracos Negros:
Podemos
ter uma estrela de nêutrons de 1 a 3 massas solares. Se ela possuir
mais de 3 massas solares, a gravidade não pode ser contrabalançada
de nenhum modo.
De acordo com a teoria da relatividade, nem sequer a luz pode escapar deste corpo. É por isto que os denominamos de buracos negros, pois eles não podem emitir nenhum tipo de luz.
Projeto:
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de Física a distância
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Carlos
Bertulani