Intuitivamente, a turbulência pode ser entendida como o movimento caótico dos fluidos - seja ele a poeira cósmica interestelar em galácias espirais, atmosferas gasosas planetárias, ou água fluindo através de uma torneira.
Torneira
Galáxia espiralA descrição matemática básica de dinâmica de fluidos desenvolvida por Euler (1741) foi corrigida para incluir as forças de viscosidade por Navier (1827) e Stokes (1945). A equação de Navier-Stokes para a velocidade v(r,t) de um fluido no ponto r e tempo t é simplesmente a equação de Newton para uma partícula do fluido:
Ela iguala a aceleração de uma partícula do fluido (o lado esquerdo) com a força agindo devida ao gradiente de pressão p(r,t) (por unidade de volume) e à viscosidade do fluido h (por unidade de volume).(equação de Navier-Stokes)
Em princípio, teríamos que resolver esta
equação para compreender todos os fenômenos de turbulência.
Mas, esta equação é um pesadelo matemático.
Se ignorarmos o termo chato
,
a solução da equação leva a velocidade de rios
da ordem de 106 km/h, e a velocidades máximas de automóveis
da ordem de 2000 km/h, ambos os quais são pura besteira! A razão
é que este termo não-linear é normalmente muito maior
do que o primeiro termo (linear). A razão entre estes dois termos
é o número de Reynolds, Re, e para grandes
números de Reynolds, a equação de Navier-Stokes é
impossível de resolver. Além do mais, ninguém em sã
consciência irá tentar resolver esta equação
para um campo turbulento em todos os pontos do espaço e tempo. São
as propriedades estatísticas do escoamento, tais como distribuições
de probabilidade de velocidade, ou taxa de consumo de energia, que são
importantes.
Milhares de pesquisadores em todo o mundo estão
tentando encontrar soluções e modelos que nos ajudem a entender
o fenômeno de turbulência por aproximações da
equação de Navier-Stokes.