-
Gravitacional
-
Mede as variações do campo gravitacional terrestre provocadas
por corpos rochosos dentro da crosta até poucos quilômetros
de profundidade. Estas variações são influenciadas
pelas diferentes densidades das rochas, tendo as mais densas, maior influência
no campo gravitacional. A figura abaixo serve para ilustrar a variação
deste campo gravitacional: um mesmo corpo (massa constante) mostrará
pesos diferentes para diferentes locais, se as rochas subjacentes tiverem
densidades diferentes, o que normalmente acontecerá. Entretanto,
estas variações são de uma magnitude muito pequena,
podendo apenas serem quantificadas por aparelhos especiais, denominados
gravímetros.
-
Magnético
-
Este método mede as variações do campo magnético
da Terra, atribuídas a variações na estrutura da crosta
ou na susceptibilidade magnética de certas rochas próximo
à superfície. Emprega-se este método na prospecção
de materiais magnéticos, como minérios de ferro, principalmente
a magnetita.
-
Elétricos
-
Os métodos elétricos fazem uso de uma grande variedade de
técnicas, cada uma baseada nas diferentes propriedades elétricas
e características dos materiais que compõem a crosta terrestre.
Resistividade: este método fornece informações
sobre corpos rochosos que tenham condutividade elétrica anômala.
É empregado pela engenharia para estudos de salinidade de lençóis
de água subterrânea.
Potencial Espontâneo: é usado para detectar a presença
de certos minerais que reagem com eletrólitos na subsuperfície
de maneira a gerar potenciais eletroquímicos. Um corpo de sulfeto
oxidado mais no seu topo do que na sua base dará origem a tais correntes
elétricas, que são detectadas na superfície com o
auxilio de eletrodos e galvanômetros.
Polarização Induzida: fornece leituras diagnósticas
onde existem trocas iônicas na superfície de grãos
metálicos, tal como acontece em sulfitos.
Magnetotelúrico: usa correntes naturais no interior da
Terra e as anomalias são procuradas quando da passagem destas correntes
através dos materiais. É bastante empregado na Rússia
no mapeamento de bacias sedimentares no início de uma prospecção
para petróleo.
-
Eletromagnético
-
Como o nome sugere, este método baseia-se na propagação
de campos eletromagnéticos de baixas freqüências que
variam ao longo do tempo, de dentro para fora e de fora para dentro da
Terra. Este método é mais comumente usado na prospecção
mineral.
-
Sísmicos
-
São os métodos que baseiam-se na emissão de ondas
sísmicas artificiais em sub-superfície ou no mar (geradas
por explosivos, ar comprimido, queda de pesos ou vibradores), captando-se
os seus "ecos" depois de percorrerem determinada distância para o
interior da crosta terrestre, serem refletidas e refratadas nas suas descontinuidades
e então retornando à superfície. Distinguimos dois
tipos de métodos sísmicos:
-
Reflexão: neste método, observa-se o comportamento
das ondas sísmicas, após penetrarem na crosta, serem refletidas
em contatos de duas camadas de diferentes propriedades elásticas
e retornarem à superfície, sendo, então, detectadas
por sensores (geofones ou hidrofones). É o principal método
usado na prospecção de hidocarbonetos (petróleo e
gás) por fornecerem detalhes da estrutura da crosta, bem como de
propriedades físicas das camadas que a compõem. Clique AQUI
para ver uma animação da figura abaixo.
-
Refração: aqui as ondas sísmicas propagam-se
em sub-superfície e viajam a grandes distâncias, sendo após
captadas por sensores (geofones). As informações obtidas
por este método geralmente são de áreas em grande
escala, trazendo informações pouco detalhadas das regiões
abaixo da superfície, situadas entre o ponto de detonação
e o ponto de captação.
-
Radioativo
-
Este método baseia-se nas propriedades radioativas de certos minérios
(minerais de urânio são bons exemplos). Através de
aparelhos especiais (contadores geiger e cintilômetros) estes minérios
podem ser detectados a partir da superfície da Terra.
-
Perfilagem de Poços
-
Os perfis de poços são usados principalmente na prospecção
de petróleo e de água subterrânea.
Eles têm
sempre como objetivo principal, a determinação da profundidade
e a estimativa do volume da jazida de hidrocarboneto ou do aquífero.
Para fazer uma perfilagem em um poço, são usadas diversas
ferramentas (sensores) acopladas a sofisticados aparelhos eletrônicos.
Estes sensores são introduzidos poço adentro, registrando,
a cada profundidade, as diversas informações relativas às
características físicas das rochas e dos fluidos em seus
insterstícios (poros).
As ferramentas utilizam diversas características e propriedades
das rochas, que podem ser elétricas, nucleares ou acústicas.
Com os sensores elétricos, detecta-se, por exemplo, a resistividade
das rochas e a identificação das mesmas se dá através
de comparações dos valores obtidos na perfilagem com os valores
das resistividades de diversas rochas conhecidas e determinadas em testes
de laboratório. Com os sensores nucleares, detecta-se a intensidade
de radioatividade das rochas e dos fluidos em seus poros, podendo-se inferir
a composição mineralógica das mesmas. Com as ferramentas
acústicas, ultra-sons são emitidos em uma ponta da ferramenta
a intervalos regulares e detectados em sensores na outra ponta. O tempo
que o sinal sonoro levou para percorrer esta distância fixa e conhecida
(chamado de tempo de trânsito) através da parede do poço
(ou seja, pela rocha) é medido e gravado no perfil. O geofísico,
mais tarde, compara estes tempos de trânsito com os tempos determinados
em laboratório para rochas de composições conhecidas,
inferindo, desta maneira, as composições mineralógicas
das rochas atravessadas pelo poço e determinando suas profundidades.