O Osciloscópio

Princípio de Funcionamento
Tubo de Raios Catódicos: alvo fluorescente


Prof. Carlos Bertulani

Última modificação: 02 de dezembro de 1996

      O alvo fluorescente converte a energia do feixe de elétrons em luz visível permitindo assim a observação do ponto de incidência do feixe no alvo. Além da emissão de luz, o alvo emite também elétrons secundários que são atraídos pelo revestimento condutor do tubo, fechando assim o circuito elétrico. Os elétrons secundários ao acumularem-se sobre a superfície da tela dão origem ao fenômeno bem conhecido de eletricidade estática.

      A eficiência da luminosidade do alvo depende essencialmente de três fatores: a concentração do dopante fluorescente do alvo, da energia cinética e da intensidade do feixe electrônico. A concentração de dopante e é estabelecida pelo fabricante do aparelho. A energia do feixe de elétrons depende da geometria e potenciais do canhão eletrônico e do dispositivo de pós-aceleração. A intensidade do feixe pode ser ajustada através do comando de brilho que permite controlar o número de elétrons emitidos pelo cátodo.

      A persistência da fluorescência do alvo é muito pequena de modo a ser possível observar sinais muito rápidos. Mas como nem o olho nem o cérebro humano têm capacidade de analisar acontecimentos tão rápidos, a visualização dos traços na tela é conseguida através de passagens sucessivas do feixe eletrônico pelos mesmos pontos, cujo sincronismo é controlado pelo circuito da base de tempo.

Figura 1

A sobreposição sucessiva do varrimento do feixe electrônico sobre o alvo fluorescente origina um traço estável no monitor (OSC).