Seminários 2011

    Seminários de Anos Anteriores

    Sala A312 ou A320, 5as-feiras, 17h

  • 24/3 - Bruno Moraes   (CBPF)
    • Título: Crescimento de Perturbações Cosmológicas Lineares em Modelos de Gravitação Modificada
    • Resumo: Modelos de gravitação modificada têm sido propostos recentemente como alternativas ao modelo ΛCDM no contexto do problema da energia escura. Discutiremos o crescimento de perturbações cosmológicas lineares de matéria em modelos f(R) e Camaleão, mostrando que tais modelos podem apresentar uma taxa de crescimento de perturbações amplificada. Adicionalmente, discutiremos a presença de uma dependência de escala neste crescimento. No caso dos modelos Camaleão, propomos um novo modelo viável que apresenta ascaracterísticas de crescimento explicitadas acima.

  • 31/3 - Thiago Pereira   (Univ. Est. Londrina)
    • Título: Inflação cósmica e anomalias da RCF
    • Resumo: As observações da radiação cósmica de fundo (RCF) estabeleceram o cenário do modelo padrão, onde a RCF surge como um campo aleatório, gaussiano e estatisticamente isotrópico. Se é certo que desvios deste cenário existem, menos certa é a questão da origem dos mesmos: seriam indícios de uma física nova, efeitos secundários ou erros sistemáticos? Recentemente, detecções de anomalias em grandes escalas angulares motivaram trabalhos nos quais desvios primordiais de isotropia estatística dariam origem a algumas destas anomalias. Neste seminário, argumentarei que: 1) modelos de inflação anisotrópica, em geral, não produzem as anomalias observadas; 2) desvios de gaussianidade são igualmente eficientes na produção de tais anomalias e 3) a grande parte das anomalias detectadas não apontam inequivocamente para a detecção de observáveis físicos, eportanto as mesmas devem ser estudadas com cautela..

  • 14/4 - Helio Jaques Rocha Pinto   (Obs. Valongo)
    • Título: APOGEE: inventário de espectroscopia infravermelha na Galáxia
    • Resumo: O APOGEE é um dos 4 sublevantamentos do SDSS-III. Cerca de 200 campos estelares, com dimensões de 1.5 a 7 graus quadrados, serão observados. A amostra final consistirá de mais de 100000 gigantes K e M distribuídas ao longo de todos os componentes galácticos, para as quais teremos abundâncias de 15 elementos e velocidades radiais. O levantamento permitirá o estudo da Galáxia usando extensas amostras in situ de regiões usualmente não perscrutadas por levantamentos ópticos. Por outro lado, o quadro geral da Galáxia que emergirá será provavelmente tendencioso em função da cobertura desigual e não representativa das estrelas observadas. Estudamos as tendências estatísticas e limitações que amostras deste tipo podem introduzir na derivação de propriedades globais da Galáxia. Mostramos que escalas de altura para o disco fino e espesso podem ser superestimadas por fator de 2 quando amostras deste tipo são usadas sem correções pelos efeitos de amostragem em linha de visada.

  • 28/4 - Nami Fux Svaiter   (CBPF)
    • Título: Um modelo análogo de efeitos de gravitação quântica: fluidos desordenados
    • Resumo: Nesse trabalho investigamos um modelo análogo de efeitos de gravitação quântica em matéria condensada. A situação que gostaríamos de discutir é a de fônons se propagando num fluido cuja equação de propagação das ondas sonoras é uma equação com coeficientes aleatórios. Chamamos esse meio de um fluido desordenado. Vamos supor que temos variáveis aleatórias gaussianas coloridas. Pode-se mostrar que fônons livres se tornam auto interagentes após efetuar as médias sobre os ruídos. Esse trabalho abre a possibilidade de ir além da aproximação semi-clássica quando discutimos o efeito Hawking gerado por um buraco-negro acústico.

  • 12/5 - Mariana Penna Lima   (CBPF)
    • Título: Abundância de Aglomerados de Galáxias e Cosmologia: incluindo incertezas observacionais em uma nova verossimilhança
    • Resumo: Neste seminário abordaremos a abundância de aglomerados de galáxias como observável cosmológico, cuja utilização envolve uma série de processos como a identificação dos aglomerados em catálogos de galáxias e uma modelagem que prediga o no esperado de objetos dado um modelo cosmológico. Revisaremos os ingredientes necessários para calcular a função de massa e como associá-la aos aglomerados de galáxias levando em conta incertezas na relação massa-observável e do desvio para o vermelho ("z") fotométrico. Em particular, descreveremos o procedimento que está sendo realizado pelo grupo de trabalho de aglomerados do Dark Energy Survey. Apresentaremos também uma nova verossimilhança para a abundância de aglomerados, que, além de não requerer a utilização de bins em z, possui a vantagem conceitual de permitir a inclusão das incertezas em z e na massa para cada aglomerado de forma individual.

  • 15/6 --- Seminário do Grupo Conexões --- Nelson Nunes   (Univ. Heidelberg)
    • Título: Growing neutrino dark energy
    • Resumo: O cenário de "growing neutrino" resolve o problema da coincidência cósmica através do crescimento do valor cósmico da massa dos neutrinos que resulta da interação entre estes e um campo escalar. A interação atra?va mediada pelo campo escalar induz a formação de estruturas chamadas de "lumps" (ou "aglomerados"). Eu irei mostrar que o crescimento da massa dos neutrinos se faz de forma mais lenta dentro destes lumps do que cosmologicamente. De igual forma, a variação temporal de parâmetros fundamentais acontece mais lentamente dentro de um lump do que cosmologicamente. Esta propriedade pode reconciliar os fortes vínculos geoJsicos com as anunciadas variações cosmológicas da constante de estrutura fina.

  • 7/7 - Ricardo Ogando   (Obs. Nacional)
    • Título: A Revolução Industrial dos Aglomerados de Galáxias
    • Resumo: Aglomerados de galáxias sondam ao mesmo tempo a expansão e a taxa de crescimento de estruturas no universo. A contagem de aglomerados em função da massa, quando combinada com outras sondas, tais como Supernovas de tipo Ia, oscilação acústica de bárions (BAO) e lentes gravitacionais fracas, permite vincular fortemente os parâmetros cosmológicos que governam nosso universo. Para usar a contagem de aglomerados de galáxias para inferir a cosmologia precisamos compreender como eles são encontrados e suas massas medidas. O grupo de trabalho de Aglomerados de Galáxias do Dark Energy Survey (DES) está estudando essas questões usando um conjunto de catálogos simulados de galáxias que mimetizam o que será observado pelo DES. A partir desses catálogos, nós desenvolvemos, calibramos e testamos algoritmos de procura de aglomerados, técnicas de medição de massa e medida de parâmetros cosmológicos. Tudo isso de uma maneira simplificada pelo portal científico do DES Brazil num processo de industrialização da análise científica.

  • 15/8 - Luciano Casarini    (Trieste, Itália)
    • Título: High Accuracy power spectra for non linear weak lensing forecasts
    • Resumo: Forthcoming experiments will enable us to determine tomographic shear spectra at a high precision level. Most predictions on them were based on algorithms yielding the expected linear and non-linear spectrum of density fluctuations. Even when simulations were exploited, Halofit prediction on fairly large scales were needed. N-body and hydro simulations exhibit several physical effects and test a relation to link models with varying dark energy state parameter w(z) to const.-w models.

  • 20/10 - Claudia Lage   (Biofísica, UFRJ)
    • Título: O Universo como berço da vida.
    • Resumo: Várias hipóteses para explicar a vida no contexto cósmico foram elaboradas ao longo da história, mas somente agora a tecnologia tem permitido colocar várias delas em teste. Experimentos têm conseguido mostrar como os elementos químicos essenciais à vida se combinam em compostos biologicamente importantes. Como estes se combinaram ao ponto de originar células e organismos complexos ainda é um enigma. Entretanto, o nosso Sistema Solar, de 4,5 bilhões de anos, surge num Universo com já quase 10 bilhões de anos. Assim, células simples podem ter tido tempo para se formarem em planetas mais antigos ou outros lugares propícios do Universo.

      Uma das hipóteses para explicar a origem da vida na Terra, a Panspermia, prevê que vida microbiana poderia ter sido formada bilhões de anos antes, viajado entre planetas, inseminando unidades de vida que se tornariam mais complexas em planetas como o nosso. Um projeto nosso é realizado há 5 anos para testar se a vida microbiana poderia resistir às condições do meio extraterrestre. Micro-organismos extremófilos têm sido expostos a intensas fontes simulando radiação estelar, emitindo em algumas horas a radiação equivalente a milhões de anos. Os resultados desses experimentos revelam a interessante possibilidade da existência de vida microbiana fora da Terra.

  • 27/10 -  Wagner Marcolino  (Obs. Valongo)
    • Título: Física de Estrelas de Alta Massa – Tópicos Recentes
    • Resumo: Apesar de raras, estrelas de alta massa (M > 10 Msol) são,fundamentais em Astrofísica. Com temperaturas elevadas e luminosidades extremas (T > 10000 K; L de até 1.000.000 Lsol), suas atmosferas não,se encontram em equilíbrio hidrostático (ventos estelares). Durante suas vidas elas são fundamentais na evolução de uma Galáxia como um todo, depositando no meio interestelar energia, momento e elementos químicos sintetizados em seus interiores. Elas são progenitoras de objetos fascinantes, como as estrelas Wolf-Rayet, LBVs, estrelas de nêutrons, buracos negros e até mesmo "gamma-ray bursts". São ainda possivelmente as responsáveis pela reionização do Universo (redshifts 10-20). Neste seminário abordaremos dois tópicos recentes no estudo de estrelas de alta massa jovens. Enfatizaremos o problema dos ventos fracos, em debate na literatura. Além disso, apresentaremos a descoberta de campos magnéticos superficiais, o que não era esperado teoricamente.

  • 10/11 - Gustavo Porto de Mello   (Obs. Valongo)
    • Título: Zonas Habitáveis em Astrobiologia
    • Resumo: A existência de vida baseada na química polimérica do carbono e oceanos de água depende de propriedades planetárias (massa, composição química, campo magnético) e estelares (tempo de vida, idade, órbita galáctica), definindo uma chamada zona circunstelar habitável. Estudos recentes forneceram vínculos cada vez mais estritos às propriedades planetárias capazes de sustentar biosferas pelas largas escalas de tempo necessárias para a evolução de vida complexa. Esse conhecimento é fundamental para a otimização das estrelas-alvo a serem examinadas pelas futuras missões espaciais capazes, teoricamente, de detectar vida fotossintética em exoplanetas pela interferometria no infravermelho, revelando atmosferas planetárias fora de equilíbrio termodinâmico. Nesse seminário discutiremos os aspectos essenciais do estado da arte de nossa compreensão do conceito de zona habitável.

  • 24/11 - a definir   ( definir)
    • Título: a definir
    • Resumo: a definir

  • 8/12 - a definir   ( definir)
    • Título: a definir
    • Resumo: a definir