1. Ciência na Praça

    Ciência na Praça

    Este sábado, 04/06, de 10:00 às 14:00 acontece o Ciência na Praça, no Largo do Machado.

    Teremos oficina sobre o Aedes aegypti (vetor da Zika e da dengue) e sua conexão com o aquecimento global, desmatamento e resistência a inseticidas, experimentos de física, oficinas de circuitos elétricos em massinha e papel para crianças, oficina sobre o olho humano, jogos infantis e vídeos para explicar a diabetes às crianças, oficinas de filosofia “Vamos falar sobre…” e “Se a manchete fosse minha..”, apresentação de estudo sobre emoções e mais atividades a serem confirmadas.

    Venham e tragam as crianças!  Ajudem a divulgar!

  2. O Observatório Pierre Auger assina um novo acordo internacional para os próximos 10 anos

    Simpósio AugerPrime

    Comemorando 15 anos de conquistas e a cerimônia de assinatura de um novo acordo internacional para os próximos 10 anos

    O Observatório Pierre Auger é o mais importante projeto atual para a exploração de raios cósmicos no mundo. Mais de 500 cientistas de 16 países vêm trabalhando desde 1998 na província de Mendoza, Argentina, para elucidar a origem e as características das partículas mais energéticas do Universo, que chegam à Terra desde os confins do cosmos. O Observatório Pierre Auger mede chuveiros gigantes de partículas relativísticas, resultantes das colisões entre os raios cósmicos de altíssimas energias, raríssimos, e os núcleos atômicos da atmosfera. As características destes chuveiros que se desenvolvem no ar são usadas para inferir a energia, a  direção de chegada e a massa das partículas cósmicas.

    Os resultados do Observatório Pierre Auger trouxeram novos conhecimentos acerca da origem e natureza dos raios cósmicos de energias elevadas. Dentre os mais interessantes está a prova experimental de que às mais altas energias (algumas ordens de grandeza acima das que podem ser alcançadas no Grande Colisor de Hádrons do CERN) o fluxo de raios cósmicos diminui significativamente quando comparado às energias mais baixas. Os dados indicam que esta supressão do fluxo pode ser devido a uma limitação na energia passível de ser alcançada nos mais poderosos aceleradores de partículas cósmicas. Uma medida ainda mais detalhada da natureza das partículas cósmicas às mais altas energias é crucial para entender os mecanismos responsáveis por essa queda no fluxo e identificar os locais astrofísicos onde elas podem ser aceleradas.

    O aprimoramento AugerPrime do Observatório prevê a instrumentação  dos 1660 detectores de superfície existentes (reservatórios de água sensíveis à luz Cherenkov gerada pelas partículas secundárias do chuveiro que o atravessam) com detectores de luz de cintilação e a construção de um arranjo pequeno com detectores de múons enterrados.

    Isto vai nos permitir diferenciar eficientemente entre as componentes eletromagnética e muônica do chuveiro. Desta maneira, seremos capazes de determinar evento a evento a massa dos raios cósmicos primários. Uma eletrônica mais rápida e poderosa também será instalada com o objetivo de facilitar a leitura dos novos detectores e melhorar o desempenho global daqueles já existentes no Observatório.

    Um simpósio, realizado  nos dias 15 e 16  de novembro de 2015, reúne colaboradores e representantes das agências de financiamento à pesquisa  para a assinatura de um novo acordo internacional para a operação continuada do Observatório Pierre Auger até 2025. Isto fornecerá a base necessária para duplicar a estatística atual com o Observatório aprimorado com o objetivo de resolver o enigma da origem das partículas mais energéticas do Universo.

    Os pesquisadores brasileiros desenvolvem seus trabalhos junto ao Observatório Pierre Auger contando desde 1998 com o apoio de CNPq, FINEP, FAPERJ, FAPESP e MCTI.

    Protótipo da estação AugerPrime nos Pampas Argentinos: O tanque de efeito Cherenkov em água contendo 12000 l de água (embaixo) e o novo detector de luz de cintilação de 4 m2 (acima) que aprimora as capacidades de identificação de partículas.

    Sede do Observatório Pierre Auger em Malargüe, província de Mendoza, Argentina.

    Cerimônia de assinatura. Estiveram presentes da esquerda para a direita: Prof. Mario-Pimenta, LIP, Portugal; Dr. Lino Barañao, Ministro de Ciencia, Tecnología e Innovación Productiva; Dr. Carola Dobrigkeit, UNICAMP, Brazil; Prof. Fernando Ferroni, INFN, Italy; Prof. Johannes Bluemer, KIT, Karlsruhe, Germany; Jan Ridky, ELI, Czech Republik; Alberto Lamagna, CNEA, Argentina; Dr. Reynald Pain, CNRS - IN2P3, Paris, France; Prof. Stan Bentvelsen, Nikhef, Netherlands; Ing. Rolando Baldasso, Ministro de Infraestructura de la Provincia de Mendoza.

    Foto dos participantes do Simpósio AugerPrime.

  3. Feixes de prótons voltam a circular no LHC

    Após dois anos de interrupção para manuenção e refinamentos, no dia 5 de abril o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) voltou à ativa. Para mais detalhes, ver

     

    http://home.web.cern.ch/about/updates/2015/04/proton-beams-are-back-lhc