O ensino de graduação do Instituto de Física

A Congregação do IF-UFRJ organizou em 1997 uma comissão de auto-avaliação do IF. Este texto foi preparado por L.F.S. Coelho, como responsável pela avaliação do ensino de graduação.

1)Introdução

O Instituto de Física da UFRJ (IF) foi criado em 1964, quando a UFRJ ainda era chamada Universidade do Brasil(UB). Ele é constituído, desde 1976, por quatro departamentos responsáveis pelas atividades de ensino e pesquisa: Física Matemática, Física Nuclear, Física de Sólidos e Física Teórica. Antes da criação do IF a formação de físicos e a pesquisa em Física foram realizados, de 1935 a 1939, na Universidade do Distrito Federal. De 1939 em diante estas atividades passaram a ser realizadas na Faculdade Nacional de Filosofia, FNFi, da UB. Diferentemente de hoje, o ensino básico de Física para as outras escolas era de atribuição de seus departamentos de Física respectivos. O reconhecimento dos cursos de Bacharelado e Licenciatura de Física foi feito pelo Decreto Lei 1190, de 4/4/1939. Os currículos mínimos desses dois cursos obedecem ao parecer do Conselho Federal de Educação número 296, de 17/11/1962.

Desde esse começo era clara a importância da formação sólida e da pesquisa científica, experimental ou teórica, mesmo que realizada em condições longe das ideais. Nas palavras do professor Joaquim Costa Ribeiro, catedrático de Física Geral e Experimental, em 1945: " Nos departamentos de ciências da FNFi o ensino tem cunho eminentemente experimental, daí não prescindirem suas diversas cadeiras de laboratório....As finalidades deste estabelecimento de ensino exigem, sob qualquer de seus aspectos, um nível elevado de estudos. Quer na formação de pesquisadores e de técnicos especializados, quer na preparação do magistério secundário, devemos proporcionar aos alunos o conhecimento integral da matéria estudada. Dos cursos de Bacharelado, eles devem sair aptos a prosseguir no caminho da investigação científica pura ou interessada. Dos de licenciatura, não podem levar apenas o cabedal estritamente necessário ao cumprimento dos programas ginasiais, mas uma cultura sólida que lhes garanta, na vida prática, a autoridade intelectual que deve ser a primeira virtude de um professor."

O Departamento de Física da FNFi foi um dos núcleos pioneiros no Brasil não apenas da Física mas da pesquisa científica em geral. No início dos anos 50 seus pesquisadores deram origem ao Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e ao Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq). O ensino e a pesquisa em Física na UFRJ foram interrompidas na década de 1960, com a dissolução da FNFi e a demissão dos professores do Departamento de Física. A reestruturação, já agora com a responsabilidade adicional de ministrar aulas de Física básica para todos os cursos da UFRJ, começou logo e já em 1970 o Instituto retomara o objetivo de ser um centro de pesquisa de alto nível em diversas áreas teóricas e experimentais da Física, simultaneamente à formação de físicos. De 1970 a 1996 foram formados 594 bacharéis e 385 licenciados em Física.

Inicialmente as atividades de pesquisa e de pós-graduação do IF foram financiadas pelo BNDE que, em 1974, passou essa responsabilidade para a FINEP. Desde então o Instituto vem contando com um financiamento institucional FINEP e, além disso, financiamentos do CNPq, da CAPES, da FAPERJ e de outros órgãos de fomento. Em 1970 se iniciaram as primeiras linhas de pesquisa e com elas as atividades de Mestrado, as quais foram credenciadas em 1978 pelo CFE, sendo defendidas 164 teses de 1970 a 1997. As atividades de doutorado foram iniciadas em 1979 e credenciadas em 1983. Até o fim de 1997 foram defendidas 82 teses.

Atualmente há cinco áreas de concentração de pesquisa: Física Geral (óptica e cosmologia); Física de Partículas Elementares e Campos (física experimental de altas energias, teoria de campos, fenomenologia de partículas elementares e física não linear); Física Nuclear (estrutura nuclear, desintegrações nucleares, reações nucleares, física de hadrons e instrumentação para física de partículas elementares); Física Atômica e Molecular (colisões atômicas e moleculares, interação de fótons energéticos com a matéria e aplicações de ressonância magnética); e Física da Matéria Condensada (ciência dos materiais, cristalografia, física de baixas temperaturas, magnetismo e materiais magnéticos, óptica dos sólidos e teoria de matéria condensada). Essas áreas, iniciadas em 1975 e reestruturadas em 1993, têm sido consolidadas através do crescimento do corpo de pesquisadores e da melhoria da infraestrutura (biblioteca, oficinas e rede de computadores) e dos laboratórios. Temos cerca de 1000 m2 de laboratórios e mais de 200 computadores, permitindo a participação ativa de alunos em atividades de pesquisa desde a sua graduação. Numa medida de nossa produção científica, entre 1970 e 1997 tivemos 1191 artigos publicados em revistas científicas.

O quadro acadêmico do IF conta atualmente com 118 professores dos quais 106 com doutorado. Este quadro deve ser comparado com o existente em 1980: cerca de 130 professores dos quais 30 eram doutores. Apesar da redução do número total de docentes houve aumento das atividades de ensino de graduação nesse período, com o oferecimento dos cursos de licenciatura noturna, e diversificação das linhas de pesquisa. Um dado importante a levar em conta é o amplo intercâmbio com outras instituições, evidenciado até na formação dos professores do IF, onde mais de 2/3 dos atuais doutores se doutoraram fora do IF. A experiência didática acumulada pelos professores e pelas equipes das diversas disciplinas é também grande. Esta existência de recursos humanos e materiais permitiu que o Instituto de Física fizesse uma ampla reforma das suas disciplinas do Ciclo Básico, da Licenciatura e do Bacharelado, estabelecidas 20 anos atrás, mas dentro da sua filosofia pioneira de 1939.

1.1) O ensino básico, sua diversidade e sua extensão

As atividades de ensino de graduação do Instituto de Física tem, como primeira característica, o oferecimento de disciplinas para os Ciclos Básicos e até para os Ciclos Profissionais de cursos espalhados por diversos centros da UFRJ, numa diversidade que vai da Farmácia à Engenharia e do Desenho Industrial à Biologia. Usando os dados do Vestibular de 1998, 6120 alunos ingressarão em 101 opções profissionais apresentadas nesse Vestibular. Destas opções 26 incluem disciplinas ministradas pelo Instituto de Física, representando 1794 alunos. Isto significa 29 % dos ingressantes em 26 % das opções:. Em termos de centros, isto corresponde a todo o CT, se excetuarmos recentes decisões da Congregação da Escola de Engenharia, a quase todo o CCMN e a algumas opções profissionais do CCS e do CLA. O Instituto de Física ocupa cerca de 60 % de seus professores nesse ensino básico. A tabela a seguir mostra as opções apresentadas no Vestibular onde, se aprovado, o aluno cursará disciplinas de Física básica oferecidas pelo IF.

Tabela 1

Opções no Vestibular nas quais o aluno cursará disciplinas de Física básica
CTCCMN CCSCLA
Engenharia CivilFísica diurna(*) Bacharelado e Licenciatura Diurnas em Biologia (**) Desenho Industrial (Programação Visual)
Engenharia Elétrica/Eletrônica Química diurna (*)Licenciatura Noturna em Biologia Desenho Industrial (Projeto de Produto)
Engenharia Elétrica/Eletrônica Matemática diurna (*)Farmácia (***)
Engenharia MecânicaLicenciatura Noturna em Física
Engenharia Metalúrgica/Materiais Licenciatura Noturna em Química
Engenharia NavalLicenciatura Noturna em Matemática
Engenharia de ProduçãoCiências Atuariais
Engenharia QuímicaEstatística
Química IndustrialInformática
Astronomia
Geologia
Meteorologia

(*) As opções Física, Química e Matemática diurnas subdividem-se em Licenciatura e Bacharelado.

(**) A opção de Bacharelado em Biologia subdivide-se em 5: Biologia Marinha, Biologia Vegetal, Genética, Ecologia e Zoologia.

(***)A opção Farmácia se subdivide em 4: Farmácia, Farmácia Industrial, Farmácia Bioquímica de Análises Clínicas e Farmácia Bioquímica de Indústria e Análise de Alimentos.

Considerando estas subdivisões, alunos de 36 cursos distintos cursam disciplinas do Instituto de Física (embora nas Licenciaturas de Física, de Química e de Matemática os cursos diurno e noturno forneçam o mesmo diploma, as grades curriculares são distintas nos dois horários).

O número de disciplinas do Instituto de Física varia também bastante para cada curso, indo de apenas uma na Farmácia até mais de dez na Astronomia. Como unidade prestadora de serviço o Instituto deve ter uma postura ativa de fornecedor de disciplinas, podendo ser visualizado o fornecimento de disciplinas básicas para outros cursos do CCS e do CLA, como a Arquitetura ou o novo Bacharelado em Biologia "Especialidade Médica" organizado em torno do Instituto de Biofísica, assim como disciplinas para os ciclos profissionais de diversos cursos do CT e do CCMN. No ano de 1997 a Congregação da Escola de Engenharia decidiu fornecer disciplinas de Física Básica, em razão de dificuldades de coordenação entre as suas disciplinas profissionalizantes e as oferecidas pelo IF, dificuldades estas que esperamos sejam em breve superadas. Na hipótese pessimista disto não ocorrer seriam subtraídos dos números acima 560 alunos e 7 opções, resultando em 1234 alunos (20 % do total dos alunos novos da UFRJ) espalhados em 19 opções no CT, no CCMN, no CLA e no CCS (19 % das opções da UFRJ). Uma das razões em examinar os resultados de Vestibular (ver tabelas no Anexo) foi então saber até que ponto estamos ministrando as mesmas disciplinas para alunos com conhecimento prévios de Física muito distintos e outra questão foi a do impacto das mudanças do Vestibular para Engenharia.

Uma terceira questão, que aponta para um futuro de crescente integração das diversas áreas de Conhecimento é a da viabilidade de nós oferecermos disciplinas de Física para outras unidades, como a Medicina e a Arquitetura, com bom aproveitamento por parte dos alunos. Da mesma forma deveríamos incentivar nossos alunos de Bacharelado a fazer eletivas em outras unidades.

1.2) O Bacharelado e a Licenciatura do IF

A segunda peculiaridade do ensino do Instituto de Física é que, apesar da alta qualificação docente e crescente melhoria da infraestrutura de ensino, os seus cursos de bacharelado e de licenciatura, tem uma demanda baixa no Vestibular e formam um número reduzido de profissionais por ano, cerca de 15 bacharéis. O número de formandos da Licenciatura diurna tem sido cerca de 5 por ano. O tempo médio de permanencia dos alunos de graduação no IF é também significativamente superior aos 4 anos ideais, indicando que parte dos alunos que concluíram com sucesso o Bacharelado e/ou a Licenciatura teve problemas graves.(ver tabelas na seção seguinte).

Embora estes baixos números de formandos sejam comuns às outras instituições de ensino de Física no Brasil, algumas causas sendo os baixos salários dos professores de Segundo Grau, o rigor inerente à formação de um pesquisador e o número desproporcional de vagas oferecidas no Vestibular (160), o IF tem tomado uma série de providências. A principal destas mudanças foi o estabelecimento do curso noturno de Licenciatura, atualmente com maior número de alunos que o de Bacharelado e já formando as suas primeiras turmas. Na tabela abaixo listamos algumas destas mudanças.




Tabela II

Reformas do ensino no IF nos últimos dez anos
ReformaAno
Criação do LADIF (Laboratório Didático do Instituto de Física) 1987
Criação da Licenciatura Noturna, com uma coordenação única 1993
Criação da Comissão de Orientação Acadêmica (COAA) e designação de orientadores acadêmicos para todos os alunos. 1989
Os vestibulares passaram a ter provas escritas e, posteriormente, passaram a exigir notas mínimas em Português, em Matemática e em Física. 19861996
Criação dos Projetos Curriculares Integrados 1993
Reforma do currículo do Bacharelado 1996
Reforma do ensino de Física Básica 1996
Começo da implantação das coordenações do ciclo básico e do ciclo profissional diurno. 1996

2)Informações gerais sobre o ensino do IF

2.1) Professores do Instituto de Física

2.2) Objetivos, ementa e bibliografia das disciplinas do IF

Física I (Mecânica)

Objetivo: Introduzir os conceitos fundamentais da Mecânica, com ênfase na discussão de princípios básicos. Serão também estudadas aplicações em situações que só envolvam integrais ou derivadas de funções simples.

Metodologia: A apresentação da matéria se dará em duas aulas magnas semanais de 1 hora de duração cada. Serão usados recursos audiovisuais, computacionais e, principalmente, demonstrações ilustrativas dos fenômenos físicos importantes para a fixação dos conceitos estudados. A fixação desses conceitos deve ser baseada em atividades durante as quais o aluno tenha uma postura ativa; para isso os trabalhos serão desenvolvido em grupos de no máximo 3 alunos quando em Aulas de Laboratório (3 horas por semana) e de 5 em salas de Trabalhos Dirigidos (3 horas por semana).

Ementa: Modelos em física; Leis de Newton: Cinemática em uma e mais dimensões, Forças simples, Movimento circular; Sistemas de partículas e conservação do momento linear; Centro de massa; Conceitos de trabalho e energia; Conservação da energia; Torque; Momento angular; Movimento do Corpo Rígido com um eixo fixo; Fluidos.

Bibliografia: - Fundamentals of Physics (4th edition - Extended), D. Halliday, R. Resnick and J. Walker - John Wiley & Sons, Inc; Curso de Física Básica (1-Mecânica), H. Moysés Nussenzveig - Editora Edgard Blücher Ltda.
Física II (Termodinâmica e Eletromagnetismo)

Objetivo: Introduzir os conceitos fundamentais da Termodinâmica e do Eletromagnetismo, com ênfase na discussão de princípios básicos. Estudar aplicações em que as ferramentas matemáticas exigidas estejam ao alcance de um aluno do segundo período.

Metodologia: ver Física I

Ementa: Calor e Temperatura; Teoria cinética dos gases; Primeira Lei da Termodinâmica; Entropia e Segunda Lei da Termodinâmica; Conceito de campo gravitacional e elétrico; Lei de Gauss; Potencial elétrico; Corrente elétrica e circuitos; Campo magnético e Lei de Ampère; Lei de Faraday e Indução; Magnetismo e matéria; Equações de Maxwell.

Bibliografia: - Fundamentals of Physics (4th edition - Extended), D. Halliday, R. Resnick and J. Walker - John Wiley&Sons, Inc.; - Curso de Física Básica (2-), H. Moysés Nussenzveig - Editora Edgard Blücher Ltda.
Física III (Física Ondulatória e Corpuscular)

Objetivo: Introduzir os conceitos fundamentais da Física Ondulatória, da Física Quântica e da Física Corpuscular. Por se tratar de um curso introdutório a ênfase será a discussão de princípios básicos. Serão também estudadas aplicações onde as ferramentas matemáticas exigidas estejam ao alcance de um aluno do terceiro período..

Metodologia: ver Física I

Ementa: Oscilações livres, amortecidas e forçadas; Ressonância; Ondas: frequência, comprimento de onda, ondas em cordas; Interferência e ondas estacionárias; Ondas sonoras e eletromagnéticas; Ótica: reflexão, refração, dispersão, interferência e difração; Introdução à Relatividade Especial; Introdução à Física Quântica; Introdução aos Conceitos da Física Moderna.

Bibliografia: - Fundamentals of Physics (4th edition - Extended), D. Halliday, R. Resnick and J. Walker - John Wiley&Sons, Inc.

Métodos Computacionais

Objetivo: Capacitar o aluno a utilizar recursos computacionais atuais, aprendendo as bases da programação numérica e algébrica. Conceituar e aplicar tópicos de cálculo diferencial e integral, de equações diferencias e de sistemas lineares, sempre abordando fenômenos físicos.
Ementa: Cálculo Numérico: Diferenciação; Integração (regras do trapézio, de Simpson e de Bode); Zeros de equações (métodos da bi-secção, de Newton-Raphson e da secante); Métodos de Monte-Carlo (geração de números aleatórios e integração); Matrizes (resolução de equações matriciais, inversão de matrizes e cálculo de auto-valores); Equações diferenciais ordinárias do tipo dy/dx=f(x,y) e d2y/dx2+k(x)y=S(x); Problemas de auto-valores e condições de contorno. Cálculo Algébrico: Utilização de softwares como Derive, Maple e Matemática em problemas de: Diferenciação, Integração, Equações diferenciais; Transformações de Fourier e Laplace; Expansão em série de Taylor; Matrizes(sistemas de equações lineares, inversão, auto-valores e auto-vetores) e elaboração de "procedures". Tópicos adicionais: Aprendizado do FORTRAN, familiarização com softwares para visualização de dados (Grapher for Windows, Graftool e Origin) e para tratamento de texto (Word ou LaTeX), Abordagem de problemas físicos (espalhamento clássico, modos normais de vibração de cordas, etc.)

Bibliografia: (a) Cálculo Numérico:- Computational Physics, E.S. Koonin - Benjamin Cummings.; Numerical Recipes - FORTRAN, H. Press et al. - CUP; (b) Cálculo Algébrico: Manuais (DERIVE, MAPLE e MATEMATICA)

Mecânica Clássica I

Objetivo: Desenvolver no aluno uma base sólida dos conceitos e métodos da mecânica clássica da partícula e dos sistemas de partículas. Capacitá-lo a utilizar métodos matemáticos, principalmente análise vetorial e equações diferenciais, para analisar os fenômenos mecânicos da natureza.

Ementa: Elementos de mecânica Newtoniana; Movimento de uma partícula em uma, duas e três dimensões; Movimento de um sistema de partículas; Oscilações lineares e não-lineares; Corpos rígidos; Rotação em torno de um eixo; Estática; Gravitação.

Bibliografia: - Classical Dynamics of Particles and Systems, J. B. Marion - Academic Press;- Mecânica, K. R. Symon - Editora Campus, Rio de Janeiro.
Mecânica Clássica II

Objetivo: Fornecer ao aluno elementos básicos de mecânica lagrangiana e hamiltoniana e uma introdução à mecânica dos meios contínuos e às ondas. Capacitar o aluno a utilizar métodos matemáticos, particularmente tensores e cálculo variacional, para resolver problemas de mecânica.

Ementa: Sistema de coordenadas em movimento; Equações de Lagrange; Equações de Hamilton; Introdução à mecânica dos meios contínuos; Teoria de pequenas oscilações.

Bibliografia: - Classical Dynamics of Particles and Systems,J. B. Marion - Academic Press.; Mecânica, K. R. Symon - Editora Campus, Rio de Janeiro.
Eletromagnetismo I

Objetivo: Introduzir a teoria eletromagnética de Maxwell, explorando o seu aspecto matemático e aplicações

Ementa: Eletrostática: campo, divergência, rotacional, potencial, trabalho e energia, condutores; Técnicas de cálculo de potenciais: equação de Laplace, método das imagens, separação de variáveis, expansão em multipolos; Eletrostática em meios materiais: polarização, campo de um objeto polarizado, deslocamento elétrico, dielétricos; Magnetostática no vácuo: Lei de Lorentz, Lei de Biot-Savart, divergência, rotacional, potencial vetorial; Magnetostática em meios materiais: magnetização, campo de um objeto magnetizado, campo auxiliar H, meios lineares e não lineares.

Bibliografia: - Introduction to Electrodynamics (2nd Edition)David J. Griffiths - Prentice Hall

Eletromagnetismo II

Objetivo: Introduzir a teoria eletromagnética de Maxwell, explorando o seu aspecto matemático e aplicações

Ementa: Eletrodinâmica: força eletromotriz, lei de Faraday, equações de Maxwell, formulações dos potenciais da eletrodinâmica, energia e momento; Ondas eletromagnéticas: equação de onda, ondas eletromagnéticas em meios não condutores e em meios condutores, dispersão, ondas guiadas; Radiação eletromagnética: radiação de dipolo, radiação de uma carga puntiforma; Teoria da relatividade especial; Mecânica relativista; Eletrodinâmica relativista

Bibliografia: - Introduction to Electrodynamics (2nd Edition), David J. Griffiths - Prentice Hall

Métodos da Física Teórica I (*)

Objetivo: Apresentar os principais tópicos da matemática necessária ao acompanhamento dos cursos do ciclo profissional, com aplicações referentes a estes cursos.

Ementa: Números complexos; Introdução às funções de variáveis complexas; Teorema de Cauchy; Série de Taylor; Equações diferenciais ordinárias lineares; Equações com coeficientes constantes; Transformada de Laplace; Série de Fourier e aplicação às equações de derivadas parciais

Bibliografia: - Física Matemática, Eugene Butkov - Guanabara Koogan, Rio de Janeiro.
Métodos da Física Teórica II (*)

Objetivo: Apresentar os principais tópicos da matemática necessária ao acompanhamento dos cursos do ciclo profissional, com aplicações referentes a estes cursos.

Ementa: Funções de variáveis complexas; Série de Laurent e aplicações ao cálculo de resíduos; Integrais de funções reais; Integral de Fourier; Equações diferenciais ordinárias de segunda ordem; Solução das equações homogênea e não-homogênea; Método de Frobenius; Equações diferenciais parciais; Método de separação de variáveis; Problema de Sturm-Liouville; Funções especiais; Funções de Green; Espaços vetoriais de dimensão infinita.

Bibliografia: - Física Matemática, Eugene Butkov - Guanabara Koogan, Rio de Janeiro.

(*) As ementas de Métodos da Física Teórica I e II foram elaboradas assumindo os programas atuais de Cálculo Diferencial e Integral I, II e III. Elas deverão ser redefinidas uma vez concluidas as mudanças necessárias nos cursos de Cálculo Diferencial e Integral I, II e III, mudanças essas mencionadas na Página 16 deste documento, adquirindo o nome de Métodos da Física Teórica e Métodos Avançados da Física Teórica.

Mecânica Quântica I

Objetivo: Desenvolver os aspectos conceituais e os princípios básicos da Mecânica Quântica, apresentando-se ao mesmo tempo a parte matemática com detalhe. Estabelecer uma ponte entre as noções elementares de teoria quântica, discutidas na Física Básica e nos experimentos de Física Quântica, e os desenvolvimentos mais formais da Mecânica Quântica estudados na Pós-graduação.

Ementa: Introdução aos conceitos quânticos; Observáveis; Equações de Evolução; Partículas quânticas em uma dimensão; Partículas quânticas em 3 dimensões; A notação de Dirac; O oscilador harmônico em uma dimensão; O momento angular; Potenciais centrais; O Átomo de Hidrogênio.

Bibliografia: - Basic Quantum Mechanics, J. L. Martin - Clarendon Press, Oxford, 1981;- Quantum Mechanics, Cohen-Tannoudij, B. Diu e F. Laloë - John Wiley & Sons, 1982.

Mecânica Quântica II

Objetivo: Desenvolver os aspectos conceituais e os princípios básicos da Mecânica Quântica, apresentando-se ao mesmo tempo a parte matemática com detalhe. Estabelecer uma ponte entre as noções elementares de teoria quântica, discutidas na Física Básica e nos experimentos de Física Quântica, e os desenvolvimentos mais formais da Mecânica Quântica estudados na Pós-graduação.

Ementa: Spin do elétron; Perturbações estacionárias (casos não degenerado e degenerado); Outras aproximações estacionárias: método variacional, método WKB; Perturbações dependentes do tempo; Teoria semiclássica da radiação; Teoria quântica do espalhamento; Partículas idênticas; O paradoxo de Einstein, Podolski e Rosen e a desigualdade de Bell.

Bibliografia: - Basic Quantum Mechanics, J. L. Martin - Clarendon Press, Oxford, 1981;- Quantum Mechanics, Cohen-Tannoudij, B. Diu e F. Laloë - John Wiley & Sons, 1982.

Termodinâmica e Física Estatística

Objetivo: Ensinar os princípios básicos da Física Estatística e da Termodinâmica.

Ementa: Estados de um sistema; Entropia e temperatura; Distribuição de Boltzmann; Radiação térmica; Potencial químico; Gas ideal; Gases de Fermi e Bose; Calor e trabalho; Energia livre de Gibbs. Reações químicas; Transformações de fase; Teoria cinética; Propagação do som em gases. Condução de calor.

Bibliografia: - Thermal Physics, Ch. Kittel and H. Kroemer - W. H. Freeman.;- Fundamentals of Statistical and Thermal Physics, F. Reif - Mc Graw-Hill.;- Thermodynamics and an introduction to Thermostatistics, H. B. Callen - John Wiley&Sons

Laboratório I (Experimentos de Física Quântica)

Objetivo: Introduzir os alunos à Física Contemporânea através da realização de experimentos históricos que marcaram a Física na transição entre os séculos XIX e XX. Visa-se evidênciar e discutir hipóteses básicas da Mecânica Quântica e da Relatividade Restrita. É também necessário aprofundar o conhecimento de técnicas de análise de dados, em especial ajustes de curvas e tratamento de erros, e a capacidade do aluno de apresentar por escrito resultados por ele obtidos.

Ementa: Deverão ser realizadas um mínimo de 8 experiências. Um conjunto não exaustivo delas é: Experiência de Millikan; Medida da relação e/m para o elétron; Radiação de Corpo Negro; Efeito Compton; Difração de Elétrons; Formação de pares; Emissão a; Efeito fotoelétrico; Sistemática de Espectros Atômicos; Experiência de Frank-Hertz; Efeito Zeeman.

Bibliografia: - A ser definida.
Laboratório II (Instrumentação em Física Contemporânea)

Objetivo: Estudos das técnicas básicas utilizadas nos Laboratórios de Física Contemporânea existentes no IF-UFRJ

Ementa: Introdução à intrumentação analógica e digital: filtros passivos, dispositivos semicondutores, amplificador operacional, portas lógicas, multivibradores e osciladores; Introdução ao tratamento analógico de sinais: converões analógico/digital e digital/analógica, ruídos e interferências, amplificadores "lock-in", monocanal e multicanal, módulos NIM, microprocessadores, interfaceamento com microcomputadores, transdutores; Introdução à tecnologia de vácuo e deposição de filmes finos; Criogenia.

Bibliografia: A ser definida.
Laboratório III (Matéria Condensada)

Objetivo: Realizar experimentos em Física da Matéria Condensada relacionados com as áreas de pesquisa ativas no IF-UFRJ.

Ementa: Ótica: Difração de Bragg (laser ou microondas); interferometria ótica, ótica física, birefringência e rotação de Faraday; Fibras óticas, abertura numérica e atenuação da radiação.Termodinâmica e Física Estatística: Sistemas de muitos elétrons; condutividade elétrica e térmica em metais, semicondutores e isolantes; termometria; calor específico de sólidos.Física dos Semicondutores: Noções de teoria de bandas, massa efetiva, mobilidade dos portadores de carga; influência de impurezas tipo N e P. Física da junção PN, diodos, diodo Zener e de efeito tunel, efeito Hall, Transistores bipolares e de efeito de campo.Introdução ao Magnetismo: Diamagnetismo, paramagnetismo e ferromagnetismo; Produção e medida de campos magnéticos; Métodos de medidas de magnetização e suscetibilidade, Histerese magnética; Princípios de ressonância magnética.Introdução à supercondutividade: Materiais supercondutores e sua caracterização por medidas de transporte e magnéticas; Efeito Josephson e Squid.

Bibliografia: A ser definida.

Laboratório IV (Física Atômica, Molecular, Nuclear e de Partículas)

Objetivo: Realizar experimentos em Física Atômica, Molecular, Nuclear e de Partículas Elementares relacionadas com as áreas de pesquisa ativas no IF-UFRJ. Alguns tópicos dependerão de visitas a instituições externas à UFRJ.

Ementa: Produção e detecção de raios X contínuos e de linhas; Eletrons Auger; Fontes de íons e aceleradores; Fontes radioativas; Interação de partículas e da radiação com a matéria; Detetores de partículas e de radiação; Proteção Radiológica; Análise de trajetórias de partículas elementares.

Bibliografia: A ser definida .-

Física Atômica e Molecular e Óptica

Objetivo: Proporcionar ao aluno uma formação básica em Física Atômica e Molecular e Óptica.

Ementa: Átomos de um, dois e muitos elétrons; Método de Hartree-Fock; Interação de átomos com campos eletromagnéticos; Espectros atômicos e radiação; Lasers; Estrutura molecular; Aproximação de Born-Oppenheimer; Espectros moleculares; Colisões atômicas: elétron-átomo e átomo-átomo em diferentes regimes de velocidades; Tópicos especiais: jatos supersônicos, armadilha de átomos e íons, átomos e moléculas frios.

Bibliografia: - Physics of atoms and molecules, B. H. Bransden and C. J. Joachain - LongmanGroup Ltd. (1984).; Artigos de atualidade sobre os tópicos especiais.
Física Nuclear e de Partículas Elementares

Objetivo: Apresentar os conceitos fundamentais da Física Nuclear e de Partículas Elementares. Estudar modelos nucleares fenomenológicos, o modelo padrão e processos usados para aceleração e deteção de partículas.

Ementa: Espalhamento de Rutherford; Núcleos estáveis e instáveis; Modelos Nucleares: gota líquida, gás de Fermi, modelo de camadas e modelos coletivos; Decaimentos alfa, beta e gama; Aplicações da Física Nuclear: fissão, fusão, energia nuclear e datação; Deteção e aceleração de partículas; Fenomenologia de Partículas Elementares; Simetrias: teorema CPT; Apresentação do Modelo Padrão e de algumas extensões; Astrofísica.

Bibliografia: - Introduction to Nuclear and Particle Physics, Ashok Das and Thomas Ferbel - John Wiley & Sons; - Nuclear and Particle Physics, W. S. C. Williams - Oxford Science Publications.
Física da Matéria Condensada

Objetivo: Apresentar os conceitos fundamentais na Física da Matéria Condensada. Exemplificar a relevância da identificação de simetrias na solução de problemas eletrônicos, estruturais e magnéticos em sólidos periódicos. Fornecer aos alunos uma base adequada para o estudo de tópicos mais avançados como sistemas desordenados, teoria BCS da supercondutividade e efeito Hall quântico.

Ementa: Modelos de Drude e Sommerfeld para metais; Redes cristalinas; Rede recíproca; Elétrons em potencial periódico; Aproximação de elétron quase livre e de elétron fortemente ligado; Descrição semiclássica da dinâmica de elétrons em sólidos; Coesão cristalina; Isolantes, semicondutores e metais; Vibrações cristalinas, fônons; Propriedades magnéticas da matéria; Aplicações específicas que devem variar de semestre para semestre conforme motivação do professor e da turma.

Bibliografia: - Solid State Physics,Ashcroft and Mermin - Saunders College Publishing (1976);Introduction to Solid State Physics, C. Kittel - John Wiley & Sons, 7th Edition.;Solid State Physics: An Introduction to Theory and Experiments, Ibach and Lüt - Springer-Verlag (1993)










2.3) Grade curricular do Bacharelado do IF

Os alunos que ingressaram a partir de 96/2 seguem o novo currículo cuja grade curricular é apresentada a seguir. Para a conclusão do curso de Físico será necessário a aprovação em disciplinas equivalentes a 130 créditos distribuidos conforme a tabela abaixo.
Disciplinas do Básico 52 créditos
Disciplinas do Profissional66 créditos
Disciplinas Eletivas de Livre Escolha4 créditos
Disciplinas Eletivas de Escolha Restrita 8 créditos
Total130 créditos


10 Semestre [15 cr - 18 h]

Física I (5cr - 6h)

Física Experimental I (1cr -2h)

Cálculo Diferencial e Integral I (6cr 6h)

Computação (3cr - 4h)

20 Semestre [14 cr - 16 h]

Física II (5cr - 6h)

Física Experimental (1cr - 2h)

Cálculo Diferencial e Integral II (4cr - 4h)

Álgebra Linear II (4cr - 4h)

30 Semestre [17 cr - 20 h]

Física III (5cr - 6h)

Física Experimental III (1cr - 2h)

Cálculo Diferencial e Integral III (4cr - 4h)

Química Experimental (3cr - 4h)

Métodos Computacionais da Física (4cr - 4h)

40 Semestre [18 cr - 20 h]

Física IV (5cr - 6h)

Física Experimental IV (1cr - 2h)

Métodos da Física Teórica I (4cr - 4h)

Mecânica Clássica I (4cr - 4h)

Eletiva de livre escolha (4cr - 4h)

50 Semestre [16 cr - 18 h]

Mecânica Clássica II (4cr - 4h)

Eletromagnetismo I (4cr - 4h)

Laboratório I (4cr - 6h)

Métodos da Física Teórica II (4cr - 4h)

60 Semestre [18 cr - 20 h]

Mecânica Quântica I (4cr - 4h)

Termodinâmica e Física Estatística (6cr - 6h)

Eletromagnetismo II (4cr - 4h)

Laboratório II (4cr - 6h)

70 Semestre [16 cr - 18 h]

Mecânica Quântica II (4cr - 4h)

Laboratório III (4cr - 6h)

Física Atômica, Molecular e Ótica (4cr - 4h)

Física Nuclear e de Partículas (4cr - 4h)

80 Semestre [16 cr - 18 h]

Laboratório IV (4cr - 6h)

Física da Matéria Condensada (4cr - 4h)

Eletiva de escolha restrita (4cr - 4h)

Eletiva de escolha restrita (4cr - 4h)

2.4) INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE AS DISCIPLINAS DO BACHARELADO DE FÍSICA

CICLO BÁSICO - DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS
Disciplina
Código
Créditos
Requisito
Turma
Dia/Hora
Cálc. Dif. Int. I
MAC118
6
-
IFA

IFB
2a, 4a, 6a : 08-10

2a, 4a, 6a : 10-12
Física I
FIT111
5
-
IFA

IFB

IFC
2a, 4a, 6a : 10-12

2a, 4a, 6a : 08-10

2a, 4a, 6a : 10-12
Fís. Exp. I
FIS111
1
-
IFE

IFG

IFM

IFO
3a: 08-10

3a: 13-15

5a: 08-10

5a: 13-15


Disciplina
Código
Créditos
Requisito
Turma
Dia/Hora
Cálc. Dif. Int. II
MAC128
4
MAC118
IFA
4a, 6a : 08-10
Física II
FIT121
5
FIT111/MAC118
IFA
2a, 4a, 6a: 10-12
Fís. Exp. II
FIS121
1
FIS111/FIT111
IFF

IFG

IFM

IFO
3a: 10-12

3a: 13-15

5a: 08-10

5a: 13-15
Alg. Linear II
MAE125
4
MAC118
IFA
3a e 5a : 08-10
Disciplina
Código
Créditos
Requisito
Turma
Dia/Hora
Cálc.Dif. Int. III
MAC238
4
MAC128
IFA
4a, 6a : 08-10
Física III
FIM231
5
FIT111/MAC128
IFA
2a, 4a, 6a : 10-12
Fís. Exp. III
FIN231
1
FIS121
IFG

IFO
3a: 13-15

5a : 13-15
Disciplina
Código
Créditos
Requisito
Turma
Dia/Hora
Física IV
FIM241
5
FIM231
IFA
2a, 4a, 6a: 10-12
Fís. Exp. IV
FIN241
1
FIN231/

FIM231
IFM

IFO

IFS
5a : 08-10

5a : 13-15

6a : 13-15

DISCIPLINAS ELETIVAS DE ESCOLHA CONDICIONADA (BÁSICO)
Disciplinas Atuais
Créditos
Código
Disciplinas Novas
Créditos
Código
Dia/Hora
Cálculo IV
4
MAC248
Computação I
3
MAB121
3a : 08-10

5a : 15-17
Química Geral I
4
IQG114
Met. Comp. Física I
4
FIW234
3a : 10-12

6a : 13-15
Quím. Experimental
3

AS DISCIPLINAS SOMBREADAS NÃO FORAM OFERECIDAS EM 97/1.

OBS. : AS DISCIPLINAS DESTE GRUPO QUE JÁ FORAM CURSADAS PODERÃO TAMBÉM SER COMPUTADAS COMO DE LIVRE ESCOLHA CASO O ALUNO JÁ TENHA OBTIDO OS 8 CRÉDITOS REQUERIDOS.

CICLO PROFISSIONAL - DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS
Disciplinas Atuais
Créditos
Código
Disciplinas Novas
Créditos
Código
Dia/Hora
Mec. Clássica I
4
FIM232
Mecânica Clássica I
4
FIW243
3a e 5a : 08-10
Mec. Clássica II
4
FIM242
Mecânica Clássica II
4
FIW354
3a e 5a : 13-15
Eletromagn. I
5
FIM356
Eletromagnetismo I
4
FIW244
3a e 5a : 15-17
Eletromagn. II
5
FIM366
Eletromagnetismo II
4
FIW355
3a e 5a : 15-17
Mec. Quântica I
4
FIT363
Mecânica Quântica I
4
FIW356
3a e 5a : 13-15
Mec. Quântica II
4
FIT473
Mecânica Quântica II
4
FIW365
3a e 5a : 13-15
Met. Fis. Teo. I
4
FIT 351
Met. Fis. Teo. I
4
FIW245
4a e 6a : 08-10
Met. Fis. Teo. II
4
FIT361
Met. Fis. Teo. II
4
FIW364
2a e 6a : 15-17
Fis. Mod. Exp. I
4
FIS361
Lab. Avançado I
4
FIW246
2a : 13-15

4a : 13-17
Fis. Mod. Exp. I
4
FIS361
Lab. Avançado I
4
FIW246
3a e 6a : 09-12
Fis. Mod. Exp. II
4
FIS471
Lab. Avançado II
4
FIW357
2a e 4a : 09-12

AS DISCIPLINAS SOMBREADAS NÃO FORAM OFERECIDAS EM 97/1.

DISCIPLINAS ELETIVAS DE ESCOLHA CONDICIONADA (PROFISSIONAL)
Disciplinas Atuais
Créditos
Código
Disciplinas Novas
Créditos
Código
Dia/HorA
Física Moderna I
4
FIN242
Fis. Atom. Mol. e Ótica
4
FIW476
2a e 4a : 15-17
Física Moderna II
4
FIN352
Fis. Matéria Condensada
4
FIW475
4a e 6a: 15-17
Física Moderna III
4
FIN362
Fis. Nucl. e Partículas
4
FIW477
3a e 5a : 15-17
Termodinâmica
4
Termo. e Fis. Estatística
6
FIW363
2a, 4a e 6a : 13-15
Sistemas Não-Lineares
4
FIT353
Sistemas Não-Lineares
4
FIT353
4a e 6a: 13-15
Física Estatística
4
FIS472
Laboratório III
4
FIW366
4a e 6a: 13-16
Mec. Clássica III
4
FIM352
Laboratório IV
4
FIW474
3a e 6a : 09-12

AS DISCIPLINAS SOMBREADAS NÃO FORAM OFERECIDAS EM 97/1.

OBS. : AS DISCIPLINAS DESTE GRUPO QUE TAMBÉM JÁ FORAM CURSADAS PODERÃO SER COMPUTADAS COMO DE ESCOLHA RESTRITA OU DE LIVRE ESCOLHA CASO O ALUNO JÁ POSSUA OS 24 CRÉDITOS REQUERIDOS.

DISCIPLINAS ELETIVAS DE LIVRE ESCOLHA E DE ESCOLHA RESTRITA (PROFISSIONAL)

O ALUNO DEVERÁ OBTER 7 CRÉDITOS CURSANDO DISCIPLINAS ELETIVAS DE LIVRE ESCOLHA E 8 CRÉDITOS CURSANDO DISCIPLINAS DE ESCOLHA RESTRITA.

AS DISCIPLINAS DE ESCOLHA RESTRITA ATUALMENTE EXISTENTES SÃO AQUELAS LISTADAS NA TABELA DE DISCIPLINAS DE ESCOLHA CONDICIONADA DO PROFISSIONAL E AS QUE SEGUEM:

  1. RELATIVIDADE RESTRITA (FIM)
  2. FÍSICA DE PARTÍCULAS (FIT)
  3. FÍSICA NUCLEAR (FIN)
  4. MECÂNICA CLÁSSICA IV (FIM)
  5. MÉTODOS COMPUTACIONAIS DA FÍSICA (FIN) (*)
  6. FÍSICA DOS SÓLIDOS (FIS)

OBS. : NÃO ESTÁ PREVISTO O OFERECIMENTO DESSAS DISCIPLINAS EM 97/1.

(*) ESSA DISCIPLINA SERÁ OFERECIDA COM O NOME DE MÉTODOS COMPUTACIONAIS EM FÍSICA I. VIDE QUADRO DE DISCIPLINAS ELETIVAS DE ESCOLHA CONDICIONADA (BÁSICO) DO CURSO DE FÍSICO.

2.5) INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE AS DISCIPLINAS DA LICENCIATURA DIURNA DE FÍSICA

CICLO BÁSICO - DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS
Disciplina
Código
Créditos
Requisito
Turma
Dia/Hora
Cálc. Dif. Int. I
MAC118
6
-
IFA

IFB
2a, 4a, 6a : 08-10

2a, 4a, 6a : 10-12
Física I
FIT111
5
-
IFA

IFB
2a, 4a, 6a : 10-12

2a, 4a, 6a : 08-10
Fís. Exp. I
FIS111
1
-
IFE

IFG

IFM

IFO
3a: 08-10

3a: 13-15

5a: 08-10

5a: 13-15


Disciplina
Código
Créditos
Requisito
Turma
Dia/Hora
Cálc. Dif. Int. II
MAC128
4
MAC118
IFA
4a, 6a : 08-10
Física II
FIT121
5
FIT111/MAC118
IFA
2a, 4a, 6a: 10-12
Fís. Exp. II
FIS121
1
FIS111/FIT111
IFF

IFG

IFM

IFO
3a: 10-12

3a: 13-15

5a: 08-10

5a: 13-15
Alg. Linear II
MAE125
4
MAC118
IFA
3a e 5a : 08-10
Disciplina
Código
Créditos
Requisito
Turma
Dia/Hora
Cálc.Dif. Int. III
MAC238
4
MAC128
IFA
4a, 6a : 08-10
Física III
FIM231
5
FIT111/MAC128
IFA
2a, 4a, 6a : 10-12
Fís. Exp. III
FIN231
1
FIS121
IFG

IFO
3a: 13-15

5a : 13-15
Disciplina
Código
Créditos
Requisito
Turma
Dia/Hora
Física IV
FIM241
5
FIM231
IFA
2a, 4a, 6a: 10-12
Fís. Exp. IV
FIN241
1
FIN231/

FIM231
IFM

IFO

IFS
5a : 08-10

5a : 13-15

6a : 13-15

DISCIPLINAS ELETIVAS DE ESCOLHA CONDICIONADA (BÁSICO)
Disciplinas Atuais
Créditos
Código
Disciplinas Novas
Créditos
Código
Dia/Hora
Cálculo IV
4
MAC248
Computação I
3
MAB121
3a : 08-10

5a : 15-17
Química Geral I
4
IQG114
Met. Com. em Física I
4
FIW234
3a : 10-12

6a : 13 - 15
Química Experimental
3

AS DISCIPLINAS SOMBREADAS NÃO FORAM OFERECIDAS EM 97/1.

OBS. : AS DISCIPLINAS DESTE GRUPO QUE JÁ FORAM CURSADAS PODERÃO TAMBÉM SER COMPUTADAS COMO DE LIVRE ESCOLHA CASO O ALUNO JÁ TENHA OBTIDO OS 8 CRÉDITOS REQUERIDOS.

CICLO PROFISSIONAL - DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS
Disciplina
Código
Créditos
Requisito
Turma
Dia/Hora
Instr. p/ Ensino I
FIN243
4
FIM231/FIN231
IFA
2a, 5a : 14-17
Física Teórica I
FIT352
4
FIT121
IFA
3a : 15-17:30

6a : 15-17:30
Ev. Fís. Clas. I
FIM243
4
FIT121
IFA
3a, 6a : 13-15
Disciplina (*)
Código
Créditos
Requisito
Turma
Dia/Hora
Instr. p/ Ensino II
FIN353
4
FIN243
IFA
Física Teórica II
FIT362
4
FIT352/FIM231
IFA
Ev. Fís. Clas. II
FIM353
4
FIM241/FIM243
IFA

AS DISCIPLINAS SOMBREADAS NÃO FORAM OFERECIDAS EM 97/1.

Disciplina
Código
Créditos
Requisito
Turma
Dia/Hora
Termodinâmica
FIS351
4
FIT121/MAC238
IFA
3a, 5a : 15-17:30
Conc. de Fís. Mod.
FIN354
4
FIM241
IFA
3a, 5a : 12:30-15
Instr. p/ Ensino III
FIN363
4
FIN241/FIN353
IFA
4a, 6a : 14-17
Disc. Pedagógica da Fac. de Educ.
***
***
***
***
***
Disc. Complemen-tar (tabela abaixo)
***
***
***
***
***

A INSCRIÇÃO NAS DISCIPLINAS PEDAGÓGICAS DEVE SER FEITA NA FACULDADE DE EDUCAÇÃO.

Disciplina
Código
Créditos
Requisito
Turma
Dia/Hora
Física Ondulatória
FIT474
4
FIM241
IFA
Fís. Mod. Exp. I
FIS361
4
FIN241/FIN354
IFB
Disc. Pedagógica da Fac. de Educ.
***
***
***
***
***
Disc. Complemen-tar (tabela abaixo)
***
***
***
***
***

AS DISCIPLINAS SOMBREADAS NÃO FORAM OFERECIDAS EM 97/1.

A INSCRIÇÃO NAS DISCIPLINAS PEDAGÓGICAS DEVE SER FEITA NA FACULDADE DE EDUCAÇÃO.

2.6) INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE AS DISCIPLINAS DA LICENCIATURA NOTURNA DE FÍSICA


Disciplina
Código
Curso
Período
Aulas/

sem.(h)
Horário
Introdução à Física
FIW111
IF/IQ

IM
1

3
4
5a: 18:30 - 21:50
Cálculo I
MAC118
IF
1
6
2a : 20:10 -21:50

4a: 18:30 - 20:10

6a : 20:10 -21:50
Cálculo Vetorial e Geometria Analítica
MAE115
IF
1
4
2a: 18:30 - 20:10

3a: 20:10 - 21:50
Química Geral I
IQG114
IF
1
4
3a: 18:30 - 20:10

4a: 20:10 - 21:50
Português Instrumental I
LEV121
IF
1
2
6a: 18:30 - 21:50
Mecânica da Partícula
FIW121
IF/IQ

IM
2
4
2a: 20:10 - 21:50

4a: 18:30 - 20:10
Laboratório de Física Básica I
FIW122
IF
2
2
5a: 18:30 - 21:50
Cálculo II
MAC128
IF
2
4
2a: 18:30 - 20:10

4a: 20:10 - 21:50
Inglês Instrum. I
LEG123
IF
2
4
6a: 18:30 - 21:50
Laboratório Física Básica II
FIW232
IF

IQ
3
2
3a: 18:30 - 21:50

5a: 18:30 - 21:50
Mec. do Sistema e Física Térmica
FIW231
IF
3
4
2a: 20:10 - 21:50

4a: 18:30 - 20:10
Cálculo III
MAC238
IF
3
4
2a: 18:30 - 20:10

4a: 20:10 - 21:50
Introdução ao Eletromagnetismo
FIW241
IF
4
4
2a: 18:30 - 21:50

4a: 20:10 - 21:50
Lab.Eletromag.
FIW242
IF
4
2
5a: 18:30 - 21:50
Cálculo IV
MAC248
IF
4
4
2a: 20:10 - 21:50

4a: 18:30 - 20:10
Fund. Fil. da Edu.
EDF543
IF
4
3
3a: 18:30 - 21:50
Computação I
MAB121
IF
4
4
6A:18:30 - 21:50
Intr.Fís.Ondulatória
FIW351
IF
5
4
2a: 18:30 - 20:10

4a: 20:10 - 21:50
Laboratório de Física Ondulatória
FIW352
IF
5
2
4a: 18:30 - 20:10

2a: 20:10 - 21:50
Psicol. da Educação I
EDF526
IF
5
3
3a: 18:30 - 21:50
Sociol. da Educação I
EDF333
IF
5
3
6a: 18:30 - 21:50
Informática no Ensino da Ciência
FIW353
IF
5
3
5a: 18:30 - 21:50
Mecânica Newtoniana
FIW361
IF
6
4
2a: 18:30 - 20:10

4a: 18:30 - 20:10
Lab. de Física Moderna Eletrônica
FIW362
IF
6
2
5a: 18:30 - 21:50
Tóp. de Fís. Mod.
FIW471
IF
7
4
4a: 18:30 - 21:50
Instr. para o Ensino
FIW472
IF
7
4
2a: 18:30 - 21:50
Didática Geral
EDD616
IF
7
4
6a: 18:30 - 21:50
Didát. Esp. da Física I
EDD503
IF
7
2
5a: 18:30 - 21:50
Prática Ens. de Física I
IF
7
3a: 18:30 - 21:50
Intr. à Termodinâmica
FIW481
IF
8
4
2a: 18:30 - 20:10

4a: 18:30 - 20:10
Física da Radiações
3a: 18:30 - 20:10

5a: 18:30 - 20:10
Didat. Esp. da Física II
EDD621
IF
8
2
6a: 18:30 - 21:50
Tóp. De Eletromag.
FIW591
IF
9
4
3a: 18:30 - 20:10

5a: 18:30 - 20:10
Projetos de Instrumentação
FIWK01
IF
9
6a: 18:30 - 21:50


ELETIVAS

Disciplina
Código
Curso
Período curricular
Aulas/

sem.(h)
Horário
Física Moderna I
FIN 242
4
2a: 18:30 - 20:10

6a: 18:30 - 20:10
Fís. das Radiações
2
3a: 18:30 - 20:10







2.7) Demanda no Vestibular para o IF
AnoVagas Índice Candidato/Vaga
19721202.74
19731201.95
19741202.35
19751202.37
19761203.55
19771202.62
19781003.75
19791004.70
19801005.17
19811006.02
19821004.45
19831003.99
19841003.89
19851002.46
19861002.25
19871002.07
19881001.80
19891002.04
19901003.16
19911001.75
19921202.85
1993 (Diurno)1201.95
1993 (Lic. Noturna)40 2.00
1994 (Diurno)1201.90
1994 (Lic. Noturna)40 1.40
1995 (Diurno)1201.70
1995 (Lic. Noturna)40 2.33
1996 (Diurno)1201.98
1996 (Lic. Noturna)40 1.70
1997 (Diurno)120
1997 (Lic. Noturna)40
1998 (Diurno)1202,01
1998 (Lic. Noturna)40 1,95

Até 1992 (inclusive) os dados são da secretaria de Graduação do Instituto de Física, após essa data são do DRE.




2.8) Número de formandos no IF: Bacharéis (B), Licenciados (L) e Físicos Tecnólogos (T)
AnoBacharel LicenciadoFísicoTecnólogo
1970183 13
19711317 43
1972215 59
19732916 68
19742643 49
19752049 2
19761750 0
19772924 1
1978/12611 0
1978/2110 0
1979366 1
1980/1260 -
1980/23124 -
1981/1240 -
1981/21116 -
1982/154 -
1982/2185 -
1983/1117 -
1983/277 -
1984/173 -
1984/21017 -
1985/183 -
1985/2168 -
1986/1104 -
1986/21113 -
1987/185 -
1987/298 -
1988/173 -
1988/297 -
1989/120 -
1989/292 -
1990/181 -
1990/2132 -
1991/1122 -
1991/252 -
1992/1141 -
1992/271 -
1993/160 -
1993/233 -
1994/1126 -
1994/270 -
1995/173 -
1995/223 -
1996/193 -
1996/240 -

2.9) Número de formandos do IF por década: valores absolutos e relativos aos ingressantes
PeríodoBacharel LicenciadoFísico Tecnólogo
1970-1996594 (18,7%) 385 (12,1 %)236 (7,4 %)
1970-1979246 (21,2%) 222 (19,1 %)236 (20,3 %)
1980-1989239 (23,9 %) 136 (13,6 %)-
1990-1996109 (15,7 %) 27 (3,86 %)-

Os valores relativos apresentados acima foram obtidos dividindo os números de formandos e de ingressantes para um dado período. Como na década de 80 o ingresso anual foi de 100 e na década de 90 aumentou em média 27,5 %, e como a maior parte destes últimos ainda não teve tempo de se formar, os números relativos de formandos nesta última década estão similarmente subestimados. Poucos dos ingressantes no curso de Licenciatura Noturna tiveram tempo hábil para se formar.

2.10) Permanência média dos formandos do Bacharelado
Último semestre letivo Permanência (anos)Número de formandos Último semestre letivoPermanência (anos) Número de formandos
1972/23,521 1973/15,65
1973/24,219 1974/15,37
1974/25,012 1975/14,7 8
1975/24,611 1976/15,56
1976/24,921 1977/14,58
1977/24,626 1978/15,011
1978/25,023 1979/16,613
1979/24,913 1980/15,913
1980/25,139 1981/14,913
1981/25,114 1982/16,35
1982/25,118 1983/14,610
1983/25,08 1984/15,44
1984/24,810 1985/15,08
1985/25,416 1986/15,210
1986/25,29 1987/15,68
1987/24,39 1988/18,98
1988/24,99 1989/16,02
1989/25,29 1990/16,17
1990/25,913 1991/15,612
1991/29,05 1992/17,514
1992/25,97 1993/16,25
1993/24,910 1994/17,27
1994/25,010




3) Conclusões

3.1) Vestibular

Há uma grande diversidade acadêmica nos alunos que atualmente cursam disciplinas do IF, para isto sendo escolhido um indicador simples e direto - o resultado do aluno que entra na UFRJ na prova de Física do Vestibular (ver tabelas no Anexo) . Há evidentemente mudanças de ano a ano, com as notas caindo de 94 a 96 e subindo em 97, mas este fenomeno ocorre simultaneamente em todas as opções. A escolha dos indicadores do melhor resultado (nota maior ou igual a 5) e do resultado médio (notas entre 3 e 5) não quer dizer, em hipótese alguma, que os alunos fora destes grupos não terão chance e sim que provavelmente terão que realizar um esforço maior e necessitarão ser mais diretamente apoiados nas disciplinas que cursarem.

Há uma enorme diversidade quanto à base prévia em Física de nossos alunos do CT, agravada pela mudança no Vestibular da Engenharia. Esta mudança não justifica no entanto índices de reprovação altos na Engenharia pois, embora o percentual de melhores alunos em Física tenha caído (os que tiveram nota 5 no Vestibular) manteve-se uma clara maioria de alunos com notas médias e boas (nota3), exceto nas opções Naval e Metalúrrgica. No caso da Engenharia Química, com rendimentos no Vestibular abaixo destas duas opções, a unidade tomou a providência de reduzir o número de vagas e abrir o curso de Química Industrial, sendo previsível uma melhora.

Há uma diversidade maior dos nossos alunos do CCMN, tanto dentro de opções específicas quanto comparando resultados médios de opções distintas. Os resultados médios no Vestibular dos alunos do CCMN são claramente inferiores aos do CT. Enquanto os que se dirigem às opções do Instituto de Matemática (exceto a Licenciatura Noturna) ainda mantem uma maioria de alunos com médio e bom rendimento, o quadro é diferente para as outras três unidades. Existe cerca de 5 a 20 % de ingressantes com nota igual ou maior que 5,0 enquanto o número de ingressantes com notas médias ou boas varia de 10 a 50 %.

3.2) Ensino básico do IF

A lei 5540, que criou o Ciclo Básico, lhe dava três atribuições: (a) sanar deficiências do Segundo Grau, verificadas no Vestibular, (b) orientar profissionalmente os alunos e © dar a base para as disciplinas dos Ciclos Profissionais de cada opção. A exigência de opção prévia detalhada já invalidou o segundo objetivo. A existência de números de vagas absurdos nos cursos do CCMN, juntamente com essa opção profissional, levou a uma grande heterogeneidade em nossos alunos do CT e do CCMN, dificultando o cumprimento do primeiro objetivo. Finalmente, a existência de facto desta especialização facilita por outro lado que forneçamos disciplinas com aplicações específicas de cada área, o que não quer dizer, em hipótese alguma, que sejam disciplinas menos físicas ou de padrão acadêmico mais baixo.

O Instituto de Física tem que refletir profundamente sobre o quadro atual do CT e do CCMN e da chamada 'crise do ensino básico'.. Deve ser claro no entanto que uma das razões da discussão do ensino básico no IF ter se tornando mais acesa nos últimos anos é que agora esta saiu da esfera dos grupos, razoavelmente estáveis, que ministravam as oito disciplinas básicas, eliminando de vez a estrutura de cátedras. Agora é possível que nosso corpo docente ministre o leque completo dessas disciplinas. Uma outra razão é a dimi-nuição do mercado de trabalho para profissionais nas áreas de Engenharia, de Engenharia Química e de Geologia nos últimos 15 anos, diminuição esta devida tanto à recessão da década passada quanto à saturação do mercado de trabalho do Rio de Janeiro. Com essa queda houve uma natural redução da demanda no Vestibular dessas profissões, antes similar à da Medicina, e passou a ocorrer o ingresso de alunos eventualmente menos qualificados, como os dados do Vestibular mostram. Estes são no entanto os nossos alunos reais e temos que atender às necessidades das unidades do CT e do CCMN, as nossas principais `clientes'. A política tradicional das 8 disciplinas básicas, com as suas coordenações autonomas, a se reportar eventualmente a quatro de-partamentos de Física autonomos, foi usualmente a de cursos idênticos para todas as especialidades mesmo que a qualificação dos alunos variasse muito, com o argumento sofístico `a Física é sempre a mesma', o que sempre acarretou índices elevados de reprovação no CCMN e agora está acarretando no CT. As decisões recentes da Congregação da Escola de Engenharia mostram que isto não é mais aceitável. Mas como dar um reforço especial para os alunos com falhas de formação, que já são uma minoria substancial no caso do CT e sempre foram uma clara maioria no caso do CCMN? A existência de estudos dirigidos e atividades de-monstrativas, como previsto na nossa Reforma de Ensino Básico e já implementado em Física I, é um passo importante nessa direção, tendo se revelado muito bem sucedido. Outro passo importante é que cada professor se esforce em considerar a opção profissional da sua turma dando exemplos motivadores que mostrem a aplicação de sua disciplina na sua profissão (este é o terceiro objetivo do Básico) ou mesmo em outras. Isto pode ser difícil mas é essencial.

Atualmente o IF satisfaz-se apenas em oferecer disciplinas exigidas pelos currículos mínimos de diversas profissões liberais, numa espécie de reserva de mercado assegurada por lei, mas além destas unidades atualmente atendidas pelo IF, várias outras com quem deveríamos entrar em contato para avaliar o interesse em novas disciplinas básicas.

  1. Por exemplo, deveríamos oferecer disciplinas para a Medicina e a Odontologia nas áreas de Ótica, Radiologia, Ressonância Magnética Nuclear, etc. Essas disciplinas seriam úteis em especial para os médicos que se dirigem ao Programa de Biomédica da COPPE e que atualmente fazem lá um 'básico' compacto em 1 semestre (!). No caso específico da Medicina, os estudantes que lá ingressam possuem o mais alto aproveitamento da UFRJ na prova de Física do Vestibular.
  2. Deveríamos assumir a disciplina de Física cursada pelos alunos da Arquitetura, que possuem um aproveitamento superior à média do CCMN (mas não à do CT ou à da Medicina).
  3. O currículo do Bacharelado de Biologia-especialidade médica (organizado pelo Instituto de Biofísica para formar pesquisadores) deveria, similarmente ao que sempre ocorreu no outro Bacharelado de Biologia do CCS, conter disciplinas do IF que poderia ser a própria Física para Ciências Biológicas.
  4. Deveríamos pensar em disciplinas úteis para as áreas de Microeletronica e de Materiais. Já temos a disciplina de Física Moderna para Engenharia, que é eletiva para as áreas de Eletrônica e Nuclear, mas poderíamos ter várias outras.
  5. Finalmente há uma grande curiosidade em tópicos como História e Filosofia da Física, mas a desinformação é generalizada, o que é evidente na falta de Jornalismo Científico. Poderíamos oferecer disciplinas na área de Evolução de Física Clássica e Moderna para os alunos da Comunicação, mas abertas a toda a UFRJ, e entrar em contato com outras unidades de pesquisa básica e aplicada para que oferecessem disciplinas similares em suas áreas.

Em todos os exemplos acima, essas disciplinas poderiam ajudar também aos nossos alunos que desejassem cursar eletivas nessas unidades e a estabelecer pontos de contato para futuros projetos interdisciplinares.

Finalmente, o Instituto de Física tem que assumir que está em posição privilegiada para formar os profissionais do futuro, cada vez mais necessitando de formação multidisciplinar, e isto em parte por já lidarmos com alunos oriundos de opções profissionais bem distintas, devendo entrar em contato com outras unidades possíveis interessadas em disciplinas de Física. Esta vantagem de lidarmos com profissionais muito distintos necessita no entanto ser bem administrada, para evitar a tentação de fornecer disciplinas uniformes para alunos com necessidades muito distintas (por exemplo, ensinar igual a um biólogo e a um engenheiro), assim como fornecer disciplinas bastante distintas para alunos que tem necessidades similares (por exemplo, um farmaceutico e um químico industrial).

3.3) O Bacharelado e a Licenciatura do Instituto de Física

Similarmente aos problemas de ensino básico, os problemas do Bacharelado e da Licenciatura não eram similarmente discutidos no passado de uma forma eficiente pois estes cursos estavam fragmentados em quatro departamentos totalmente autonomos e sem um fluxo significativo de professores entre eles, levando a repetições e à inexistência de coordenações. Por exemplo, depois de uma descrição das experiências básicas da Física Moderna, feita nas últimas semanas da disciplina Física IV (FIM) havia uma introdução à Mecânica Quântica, feita em Física Moderna I (FIN), sem contato nem com Física Moderna Experimental I (FIS) nem com a Mecânica Quântica I (FIT). Não é de espantar que houvesse redundâncias. O nosso grande desafio nos últimos anos foi o de permitir o intercâmbio de professores, e com isso permitindo que as disciplinas saíssem de suas rotinas, mas ir muito além disto. Foi melhorada substancialmente a infraestrutura de ensino, foi repensado em profundidade o Bacharelado, criada a Licenciatura Noturna e feitas várias outras reformas.

Graças à Licenciatura Noturna, voltamos a cumprir um papel essencial na Sociedade, o de formar profes-sores para o Segundo Grau. Como é claro pelas estatísticas do Vestibular há uma demanda razoável pelo curso noturno e, embora haja poucos alunos com nota maior que 5 na prova de Física há um número significativo com nota acima de 3 (no ano de 97 foram a maioria). Necessitamos talvez aumentar a oferta de vagas e melhorar a infraestrutura para estes alunos.

A reforma do Bacharelado permitiu que voltássemos a discutir o mercado de trabalho fora dos departamentos universitários de Física pois agora nossos alunos podem cursar eletivas oferecidas pelos diversos departamentos da UFRJ - Astronomia, Química, Geologia, Engenharia de Materiais, Engenharia Biomédica, etc - e que lhes abrirão outros campos de trabalho. O IF tem que ampliar também o leque de eletivas que oferece e que permitam o efetivo contato com essas áreas, tanto de pesquisa básica quanto aplicada, algumas podendo ser as mesmas que ofereceremos a outras unidades. Como exemplos em áreas aplicadas temos Introdução a Laser (essencial em Oftalmologia, em Instrumentação Biomédica e em diversas áreas de Engenharia), Introdução à Cristalografia (importante para a Geologia e a Química), Holografia (essencial para a Comunicação Visual e para testes de deformação de peças em Engenharia), Introdução à Ressonância Magnética Nuclear (essencial hoje no diagnóstico médico), Introdução a Ressonância Paramagnética Eletrônica (técnica fundamental na química analítica), Física da Interação de Elétrons e Íons com a Matéria (essencial na produção de novos materiais, na microeletrônica, em diversas técnicas de análise e em terapias de can-cer) ou Física da Radiação Gama e X (essencial em diagnóstico médico e em ensaios não destrutivos de peças). Estas e outras disciplinas são importantes para alunos de outras áreas mas também para nossos pró-prios alunos. Embora tenhamos profissionais capazes de ministrá-las e, na maioria dos casos, laboratórios equipados de pesquisa nessas áreas, sua organização deve ser discutida com as unidades interessadas, idealmente sendo ministradas em conjunto com docentes dessas unidades, o que permitirá a apresentação detalhada e atualizada de suas aplicações. É importante discutir a formação de Bacharéis que atuarão fora da área tradicional de Física, quer realizando pesquisa quer em outras atividades de nível superior, e a viabilidade da criação de bacharelados especializados para essas diversas áreas. O IF já teve uma experiência neste sentido no início dos anos 70, o físico-tecnólogo. Na época no entanto sua infraestrutura e os seus recursos humanos eram muito menores que os de hoje, e os alunos não cursavam disciplinas do Centro de Tecnologia, problemas estes que levaram ao encerramento desta experiência. Para evitar que isto ocorra, a viabilidade de eventuais novos bacharelados ou de disciplinas criadas pelo IF tem que ser analisada dentro de um ambiente interdisciplinar, interagindo com as unidades correspondentes da UFRJ, e com uma avaliação real de seus objetivos e da sua demanda.

4) Anexos

Nas tabelas abaixo, o grupo 1 do Vestibular corresponde ao CCS, o grupo 2 ao CT e ao CCMN, com a exclusão da Geografia, e o grupo 3 é formado, essencialmente, pelo Desenho Industrial e pela Arquitetura. Estes três grupos fazem a mesma prova de Física no Vestibular (referida como a prova do dia 3), enquanto as áreas humanas e sociais, que incluem a Pedagogia, fazem outra prova mais fácil. O curso de Pedagogia, marcado com *, está mencionado como exemplo das dificuldades da integração na área do ensino de Ciências pois o seu resultado é dos piores dessa tabela. Os percentuais da terceira e da quarta colunas são calculados em relação ao total, dado na segunda coluna. Estes percentuais indicam o número de alunos que terão dificuldades médias ou pequenas, respectivamente, para acompanhar as disciplinas de Física. Opções profissionais onde estes percentuais são baixos indicam maiores deficiências a sanar vindas da Física do se-gundo grau. As opções profissionais estão agrupadas por centro e, dentro de cada centro, em ordem decres-cente do percentual de alunos que obteve nota igual ou maior que três na prova de Física. Os alunos dos cursos marcados em itálico não tem disciplinas oferecidas pelo IF, embora haja pontos de contato com a Física e haja um rendimento mínimo que indica a viabilidade dessas disciplinas, como discutido nas Conclusões.

4.1) Resultados da prova de Física do Vestibular para candidatos classificados no ano de 1994
Curso ou grupo de cursos Classificados (Total)Classificados (nota 3,0) Classificados (nota 5,0)Média Desvio padrão
grupos 1+2+33.0932.320(75%) 1.220(39%)4,301,951
Arquitetura (CLA)234 192(82,0%).52(22,2%) 4,051,252
Desenho Industrial(CLA)98 57 (58,1 %)22 (22,4 %) 3,921,256
Medicina (CCS)192 192 (100 %)187 (97,4 %)6,94 1,151
Odontologia(CCS)80 80 (100 %)67 (83,8 %) 5,781,011
Microbiologia(CCS)34 31 (91,2 %)7 (20,6 %) 4,241,383
Farmácia (CCS)141 113 (80,1 %)29 (20,6 %)3,85 1,124
Nutrição(CCS)71 52 (73,2 %)6 (8,5 %) 3,551,240
Biologia (CCS)157114 (72,6 %) 24 (15,3 %)3,711,253
Biologia-Modalidade médica (CCS) 2817 (60,7 %)10 (35,7 %) 3,761,763
Engenharia (CT)546542 (99,3 %) 419 (76,7 %)5,911,445
Engenharia Química (CT)237 228 (96,2 %)141 (59,5 %) 5,361,463
Matemática (CCMN)251 228 (90,8 %)149 (59,4 %) 5,171,696
Meteorologia (CCMN)28 14 (50 %)4 (14,3 %)3,04 1,796
Química (CCMN)89 53 (59,6 %)13 (!4,6 %)3,25 1,392
Geologia (CCMN)4919 (38,8 %) 4 (8,2 %)2,741,146
Astronomia (CCMN)269(34,6%) 4(15,4%)2,811,373
Física(CCMN)151 46 (30,4 %)26 (17,2 %)3,62 1,677
Pedagogia (CFCH)*50 19 (38,0 %)4 (8,0 %) 2,811,050




















4.2) Resultados da prova de Física do Vestibular para candidatos classificados no ano de 1995
Curso ou grupo de cursos Classificados (Total)Classificados (nota 3,0) Classificados (nota 5,0)Média Desvio padrão
grupos 1+2+32.9981.592(53%) 646(21,5 %)3,772,100
Arquitetura (CLA)240 95(39,6%).21(8,8%)2,76 1,443
Desenho Industrial Prog.Visual (CLA)50 30 (60,0 %)1 (2,0 %) 2,971,023
Desenho Industrial Proj. Prod. (CLA)50 13 (26,0 %)1 (2,0 %) 2,300,853
Medicina (CCS)192 190 (99,0 %)151 (78,6 %)5,92 1,297
Odontologia(CCS)80 79 (98,8 %)44 (55,0 %) 5,071,245
Microbiologia(CCS)35 14 (40,0 %)2 (5,7 %) 2,651,196
Farmácia (CCS)144 53 (36,8 %)11 (7,6 %)2,77 1,306
Nutrição(CCS)72 9 (12,5 %)1 (1,4 %)1,87 0,906
Biologia-Diurno (CCS)120 50 (41,7 %)7 (5,8 %)2,73 1,154
Biologia-Licenciatura. Noturna (CCS)40 2 (5,0 %)0 (0,0 %)1,57 0,559
Biologia-Modalidade médica (CCS) 3016 (53,3 %)1 (3,3 %) 2,871,204
Engenharia Civil(CT)120 100 (83,3 %)32 (16,7 %)4,12 1,192
Engenharia Eletrônica (CT)80 78 (97,5 %)59 (73,8 %) 6,031,669
Engenharia Eletrotécnica (CT)60 54 (90,0 %)22 (36,7 %) 4,291,219
Engenharia Mecânica (CT)100 98 (98,0 %)49 (49,0 %) 5,011,292
Engenharia Metalúrgica (CT)50 36 (72,0 %)7 (14,0 %) 3,671,176
Engenharia Naval (CT)70 52 (74,3 %)11(15,7 %)3,72 1,386
Engenharia Produção (CT) 8080(100%)61(76,3%) 5,651,346
Total da Escola de Engenharia560 498(88,9%)241(43,0%) 4,70
Engenharia Química (CT)240 145 (60,4 %)49 (20,4 %) 3,501,608
Matemática Atuária (CCMN) 2016 (80,0 %)5 (25,0 %) 3,841,489
Matemática Estatística (CCMN) 2014 (70,0 %)3 (15,0 %) 3,561,157
Matemática Informática (CCMN) 120107 (89,2 %)63 (52,5 %) 4,981586
Matemática Licenc. Noturna (CCMN) 6018 (30,0 %)1 (1,7 %) 2,260,955
Matemática Curso Diurno (CCMN)60 38 (63,3 %)8 (13,3 %) 3,341,351
Meteorologia (CCMN)21 2 (9,5 %)0 (0,0 %)1,85 0,687
Química Licenc. Noturna (CCMN)40 4 (10,0 %)0 (0,0 %)1,65 0,640
Química Curso Diurno (CCMN)50 17 (34,0 %)5 (10,0 %) 2,491,488
Geologia (CCMN)508 (16,0 %) 1 (2,0 %)1,881,124
Astronomia (CCMN)155(33,3%) 1(6,7%)2,451,526
Física Curso Diurno (CCMN)120 56 (46,7 %)14 (11,7 %) 2,941,429
Física Licenc.Noturna (CCMN)40 11 (27,5 %)1 (2,5 %) 2,411,059
Pedagogia (CFCH)*28 6 (21,4 %)1 (3,6 %)2,36 1,208








4.3) Resultados da prova de Física do Vestibular para candidatos classificados no ano de 1996
Curso ou grupo de cursos Classificados (Total)Classificados (nota 3,0) Classificados (nota 5,0)Média Desvio padrão
grupos 1+2+33.0881464(47,4%) 594(19,2 %)2,902,052
Arquitetura (CLA)240 72(30,0%).17(7,1%)2,33 1,431
Desenho Industrial Prog.Visual (CLA)50 24 (48,0 %)4 (8,0 %) 2,971,304
Desenho Industrial Proj. Prod. (CLA)50 15 (30,0 %)3 (6,0 %) 2,391,502
Medicina (CCS)192 191 (99,5 %)165 (85,9 %)6,15 1,240
Odontologia(CCS)80 73 (91,3 %)39 (48,8 %) 4,891,661
Microbiologia(CCS)35 8 (22,9 %)1 (2,9 %)2,14 1,261
Farmácia (CCS)144 42 (29,2 %)7 (4,9 %)2,29 1,277
Nutrição(CCS)72 13 (18,1 %)2 (2,8 %) 2,051,060
Biologia-Diurno (CCS)120 47 (39,12 %)10 (8,3 %)2,66 1,426
Biologia-Licenciatura. Noturna (CCS)40 1 (2,5 %)1 (2,5 %)0,81 0,919
Biologia-Modalidade médica (CCS) 3010 (33,3 %)2 (6,7 %) 2,461,570
Engenharia Civil(CT)120 95 (79,2 %)32 (16,7 %)4,00 1,432
Engenharia Eletrônica (CT)80 79 (98,8 %)57 (71,3 %) 5,781,536
Engenharia Eletrotécnica (CT)60 50 (83,3 %)23 (38,3 %) 4,261,403
Engenharia Mecânica (CT)100 91 (91,0 %)36 (36,0 %) 4,471,430
Engenharia Metalúrgica (CT)50 27 (54,0 %)3 (6,0 %) 3,071,229
Engenharia Naval (CT)70 43 (61,4 %)7(10,0 %)3,23 1,243
Engenharia Produção (CT) 8080 (100,0%)66 (82,5 %) 5,931,196
Total da Escola de Engenharia560 465 (83,0 %)224 (40%) 4,46
Engenharia Química (CT)230 123 (53,5 %)34 (14,8 %) 3,171,621
Matemática Atuária (CCMN) 2014 (70,0 %)3 (15,0 %) 3,661,446
Matemática Estatística (CCMN) 2015 (75,0 %)1 (5,0 %) 3,540,615
Matemática Informática (CCMN) 120108 (90,0 %)59 (49,2 %) 4,961592
Matemática Licenc. Noturna (CCMN) 6020 (33,3 %)3 (5,0 %) 2,491,386
Matemática Curso Diurno (CCMN)60 34 (56,7 %)4 (6,7 %) 3,141,272
Meteorologia (CCMN)13 0 (0,0 %)0 (0,0 %)1,24 0,784
Química Licenc. Noturna (CCMN)40 6 (15,0 %)1 (2,5 %)1,60 1,121
Química Curso Diurno (CCMN)50 9 (18,0 %)2 (4,0 %)1,71 1,214
Geologia (CCMN)333 (9,1 %) 0 (0,0 %)1,380,851
Astronomia (CCMN)151 (6,7%) 0(0,0%)1,910,880
Física Curso Diurno (CCMN)120 22 (18,3 %)6 (5,0 %) 2,011,557
Física Licenc.Noturna (CCMN)40 5 (12,5 %)1 (2,5 %)1,53 1,229
Pedagogia (CFCH)*







4.4) Resultados da prova de Física do Vestibular para candidatos classificados no ano de 1997
Curso ou grupo de cursos Classificados (Total)Classificados (nota 3,0) Classificados (nota 5,0)Média Desvio padrão
grupos 1+2+3 29632048(69,2%) 1144(38,6%)4,202,100
grupo 1 (CCS)1.317744(56,5%) 380(28,8 %)3,672,264
grupo 2 (CT+CCMN-Geografia)1.254 1055(84,1%)677 (54,0%) 4,991,990
grupo 3 (Arquitetura+DI+Artes Util.)392 249 (63,5%)87(22,2%) 3,491,758
Arquitetura (CLA)240 168(70,0%).58(24,2%) 3,781,602
Desenho Industrial Prog.Visual (CLA)50 43 (86,0 %)21 (42,0 %) 4,571,289
Desenho Industrial Proj. Prod. (CLA)50 35 (70,0 %)8 (16,0 %) 3,561,3523
Medicina (CCS)
Odontologia(CCS)80 80 (100,0%)75 (93,8%) 6,461,060
Microbiologia(CCS)35 30 (85,7 %)15 (42,9 %) 4,241,596
Farmácia (CCS)144 97 (67,4 %)25 (17,4 %)3,44 1,425
Nutrição(CCS)72 40 (55,5 %)2 (2,8 %) 2,921,014
Biologia-Diurno (CCS)120 86 (71,7 %)29 (24,2 %)3,80 1,471
Biologia-Licenciatura. Noturna (CCS)40 7 (17,5 %)0 (0,0 %)1,86 1,118
Biologia-Modalidade médica (CCS) 3023 (76,7 %)5 (16,7 %) 3,851,516
Engenharia Civil(CT)120 119 (99,2 %)93 (77,5 %)5,81 1,275
Engenharia Eletrônica (CT)80 80 (100,0%)78 (97,5 %) 7,261,159
Engenharia Eletrotécnica (CT)60 60 (100,0 %)54 (90,0 %) 6,140,883
Engenharia Mecânica (CT)100 99 (99,0%)91 (91,0 %) 6,241,204
Engenharia Metalúrgica (CT)50 50 (100,0 %)30 (60,0 %) 5,201,189
Engenharia Naval (CT)70 64 (91,4 %)29 (41,4 %)4,60 1,333
Engenharia Produção (CT) 8080 (100%)80 (100%) 7,370,924
Total da Escola de Engenharia560 552 (98,6%)455 (81,2%) 6,15
Engenharia Química (CT)230 164 (71,3 %)61 (26,5 %) 3,841,653
Matemática Atuária (CCMN) 2019 (95,0 %)8 (40,0 %) 4,701,027
Matemática Estatística (CCMN) 2019 (95,0 %)8 (40,0 %) 4,391,060
Matemática Informática (CCMN) 120119 (99,2 %)101(84,2%) 5,951,349
Matemática Licenc. Noturna (CCMN) 6032 (53,3%)5 (8,3 %) 3,021,362
Matemática Curso Diurno (CCMN)60 54 (90,0 %)20 (33,3 %) 4,541,364
Meteorologia (CCMN)9 1 (11,1%)0 (0,0 %)2,29 0,884
Química Licenc. Noturna (CCMN)24 6 (25,0 %)0 (0,0 %)1,89 1,097
Química Curso Diurno (CCMN)37 15 (40,5 %)5 (13,5 %) 2,781,801
Geologia (CCMN)146 (42,9 %) 2 (14,3%)2,882,005
Astronomia (CCMN)2016 (80,0%) 7(35,0%)4,161,873
Física Curso Diurno (CCMN)67 43 (64,2 %)18 (26,9 %) 3,852,042
Física Licenc.Noturna (CCMN)13 9 (69,2 %)0 (0,0 %)3,01 0,846
Pedagogia (CFCH)*90 16 (16,7 %)4 (4,4 %) 1,611,412

4.5) Informações administrativas em geral

Orientação Acadêmica.

Todo aluno tem um orientador acadêmico, indicado pela Coordenação do Curso, que pode ser substituído a pedido do aluno. Caberá ao orientador acadêmico esclarecer aos alunos a respeito dos atos acadêmicos (inscrições, trancamento de disciplinas, trancamento de matrícula, etc).

Lembre-se de que os pedidos de trancamento, inscrição e outros só serão aceitos na Secretaria com a assinatura do professor orientador. O Coordenador do Curso será o orientador acadêmico daqueles alunos que, eventualmente, não tiverem nenhum orientador indicado.

Cancelamento de Matrícula

De acordo com a Resolução CEG 05/89, Art. 1o , será passível de cancelamento, por insuficiência de rendimento acadêmico, a matrícula do aluno de curso de graduação que:

Acha-se constituída, no âmbito do IF, uma Comissão de Orientação Acadêmica para tratar de assuntos concernentes à situação acadêmica dos alunos enquadrados nas hipóteses de cancelamento de matrícula constantes na Resolução CEG 05/89.

Inscrição em Disciplinas

Todo aluno do IF, exceto aquele cuja matrícula se encontra trancada ou cancelada, deverá efetuar sua inscrição em disciplinas antes do início de cada período letivo. Cada disciplina tem um determinado número de créditos (valor estabelecido de acordo com a sua carga horária e tipo do curso). É importante que o estudante escolha um número de créditos que lhe permita um bom rendimento escolar - no mínimo oito (8) e máximo vinte e oito (28) créditos. Recomenda-se ao aluno que trabalha, inscrever-se em disciplinas de acordo com a sua real capacidade e disponibilidade de tempo para se dedicar aos estudos.

Substituição ou Inclusão de Disciplinas

O aluno poderá substituir ou incluir disciplinas no seu plano de estudos até 10 (dez) dias após o início do período letivo. Tanto neste ato acadêmico como em qualquer um outro, o aluno deverá procurar o seu orientador acadêmico para a devida orientação. Além disso, os prazos devem ser obedecidos para se evitar transtornos.

Observe que o fato de solicitar um serviço não quer dizer que ele vá ser atendido. O pedido será analisado pela DA-1, que emitirá um parecer. O aluno deverá saber na SE o resultado da sua solicitação.

Trancamento de Inscrição em Disciplinas (Exclusão)

Caso haja necessidade de interromper uma disciplina na qual se inscreveu, você pode solicitar o CANCELAMENTO DE SUA INSCRIÇÃO no Balcão da Secretaria de Ensino do IF. O Cancelamento só será efetivado após ter sido julgado e aprovado pela Coordenação do Curso.

Concomitância de Inscrição

Existe, para casos singulares, a possibilidade do aluno cursar uma disciplina juntamente com o seu pré-requisito. Para que isto aconteça é necessário que o aluno assim o solicite, mediante requerimento a ser apresentado junto à Secretaria de Ensino do IF. Juntamente com este pedido, o interessado deve apresentar a distribuição curricular atestando a sua situação, no que diz respeito às disciplinas cursadas e aquelas que faltam para concluir o seu curso. Os requerimentos para cursar disciplinas concomitantemente devem ser acompanhados pelo parecer do Orientador Acadêmico e serão analisados pela Comissão de Orientação e Acompanhamento Acadêmico. O parecer final será dado pelo Diretor do IF.

Mudança do Ciclo Básico para Profissional

O Ciclo Básico para os cursos de Bacharelado e Licenciatura Diurna é constituído pelas seguintes disciplinas: Física I a IV (Teóricas e Experimentais), Cálculo I a III, Álgebra Linear II , Computação I e Métodos Computacionais da Física . Ao concluir este conjunto de disciplinas, o aluno deverá dirigir-se à Secretaria de Ensino do IF e preencher a solicitação de inscrição no Curso Profissional, nas espécies Físico ou Licenciatura. Este procedimento é importante para que se evite problemas quando da colação de grau. No caso da Licenciatura Noturna este procedimento é automático.

Trancamento de Matrícula.

O cancelamento da inscrição em todas as disciplinas, de uma só vez, poderá ser solicitado em caso de necessidade. O pedido deverá ser encaminhado ao Balcão da Secretaria de Ensino do IF. O trancamento é concedido após autorização da Coordenação do Curso. O cancelamento de inscrição por seis períodos consecutivos implica no cancelamento definitivo da matrícula na Universidade. O pedido de reabertura de matrícula trancada deve ser encaminhado à Secretaria de Ensino.

Inscrição Incorreta

As inscrições em disciplinas são processadas pela DRE (Divisão de Registro de Estudantes). Caso uma inscrição não esteja correta será rejeitada, sendo emitido um relatório para a Unidade contendo o Registro das Ocorrências Anormais onde está indicada a situação da inscrição dos alunos da Unidade. Este relatório será afixado no quadro de avisos situado no terceiro andar do Bloco A, em frente aos elevadores. Verifique, quando da emissão deste relatório, se a sua inscrição está regular, caso contrário dirija-se à Secretaria de Ensino para regularizá-la.

Iniciação Científica

Em 1979, foi realizada a primeira Jornada Interna de Iniciação Científica da UFRJ. A importância desse evento foi imediatamente reconhecida pela comunidade de alunos e professores. Dez anos depois, em 1989, foi realizada a primeira Jornada de Iniciação Científica e Cultural da UFRJ. As jornadas são realizadas no início do segundo período letivo, nos diversos Centros da Universidade e o seu objetivo é divulgar trabalhos que os alunos, durante o curso de graduação, desenvolvem em colaboração com um professor orientador. O programa de Iniciação Científica, além de ser a principal fonte dos trabalhos apresentados nas jornadas, tem por objetivo integrar o aluno às atividades de pesquisa, fazendo com que ele ao longo do seu curso conheça e adquira experiência em algumas linhas de pesquisa. É desejável, portanto, que o aluno, o mais breve possível, tome contato com os pesquisadores e comece a trabalhar em um projeto de iniciação científica.




Critérios de Aprovação - Disciplinas do Básico

Disciplinas Teóricas

Segunda Chamada

Na hipótese do aluno perder uma das provas parciais dos cursos do Ciclo Básico, poderá ser requerida segunda chamada na Secretaria de Ensino do Instituto de Física. A prova P3 (exame final) será esta segunda chamada. Neste caso, o cálculo da média do aluno será feito substituindo-se a P3 no lugar da prova parcial perdida, e o procedimento para a aprovação se repete no que diz respeito ao resultado da média aritmética. Entretanto, se a média aritmética ficar entre 3 e 7, o aluno terá direito a fazer uma quarta prova, cobrindo toda a matéria, e que é tida como a segunda chamada do exame. Esta prova realizar-se-á após P3 e o aluno, para fazê-la, deverá se inscrever na Secretaria de Ensino do IF. Será aprovado o aluno que obtiver grau igual ou maior que 5, nos termos descritos no quinto ponto dos Critérios de Aprovação .

Disciplinas Experimentais

  1. Fis. Exp. II

O relatório unificado contribui com 60% para cada nota parcial do aluno, os outros 40% vêm dos relatórios das experiências. Se a média aritmética das notas parciais obtidas pelo aluno for igual ou maior que 5 (cinco) ele estará aprovado.

2. Fis. Exp. I, III e IV

O relatório unificado contribui com 60% para cada nota parcial do aluno, os outros 40% vêm da avaliação de laboratório. Se a média aritmética das notas parciais obtidas pelo aluno for igual ou maior que 5 (cinco) ele estará aprovado.

OBS. : 1) AS FÍSICAS EXPERIMENTAIS I, II, III e IV NÃO TÊM EXAME FINAL.

2) SÓ EXISTE SEGUNDA CHAMADA (UMA) PARA UM DOS RELATÓRIOS UNIFICADOS.

Critérios de Aprovação - Disciplinas do Profissional

Qualquer professor do profissional que não quiser adotar os critérios de aprovação do básico para a disciplina que ele ministra, deverá preparar os seus critérios e submetê-los à Comissão de Graduação. O prazo para isto é até a primeira semana de aula.

Disciplinas Pedagógicas e Colégio de Aplicação

As disciplinas pedagógicas do Curso Diurno de Licenciatura em Física devem ser cursadas a partir do quinto período. Em geral, as disciplinas oferecidas pela Faculdade de Educação (Fundamentos Filosóficos da Educação, Fundamentos Sociológicos da Educação, Psicologia da Educação I e II, Estrutura e Funcionamento do Ensino de Primeiro e Segundo Graus e Didática) são cursadas durante o quinto e sexto períodos e, aquelas ministradas pelo Colégio de Aplicação [Didática Especial I e II e Requisitos Suplementares (RCS)] durante o sétimo e oitavo períodos. A inscrição nessas disciplinas deve ser feita na Faculdade de Educação e, posteriormente, o aluno apresentará o plano de estudos dessa inscrição à Secretaria de Ensino do IF.

No curso noturno, as disciplinas pedagógicas, todas oferecidas no campus da Ilha do Fundão, devem ser cursadas a partir do 3o período. A inscrição para estas disciplinas é feita na Secretaria de Ensino do IF.

Disciplinas Oferecidas por outras Unidades

Serão oferecidas 40 vagas na disciplina Computação I, turma IFA.

Disciplinas Complementares

O aluno necessita cursar, além das disciplinas obrigatórias, algumas disciplinas para colar grau, sendo parte delas de Escolha Restrita e outras de Livre Escolha. Consulte os quadros de horários de disciplinas mais adiante para obter maiores informações sobre as mesmas.

Laboratório Avançado I e II
  1. As turmas de Laboratório Avançado I e II poderão ter até 10 alunos.
  2. Turmas com menos de 4 alunos serão canceladas e os alunos remanejados para outras turmas.
  3. A inscrição nessas disciplinas está assegurada àqueles alunos do Instituto de Física que já tenham cursado os seus pré-requisitos e sem superposição de horários. Outros alunos que desejem cursar estas disciplinas poderão fazê-lo no período, contanto que haja vagas e mediante autorização do Coordenador da Disciplina.
  4. Os demais casos serão discutidos com a Coordenação do Curso.

Ladif

O Laboratório Didático do Instituto de Física foi criado com finalidade de fazer parte efetiva do aprendizado de física. Ele fica aberto durante o dia e à noite, excetuando-se os horários das refeições. Ele contém um acervo de vídeos, kits e programas de ensino que fica à disposição dos estudantes. Para utilizar esse acervo, o aluno deverá se dirigir às salas A-428 (vídeos) e A-418 (kits e programas de ensino) e combinar com os monitores e funcionários uma forma conveniente de utilização. Qualquer problema deverá ser levado em primeira instância aos seus coordenadores. O responsável pelo laboratório, em última instância, é o diretor adjunto de graduação, uma vez que o Ladif pertence à Diretoria Adjunta de Graduação.


LiLi

O Laboratório de Informática da Licenciatura está situado na sala A-426 e destina-se, prioritariamente, aos cursos e alunos da Licenciatura do CCMN. Alunos oriundos de outros cursos poderão também usá-lo sempre que haja disponibilidade e desde que estejam cadastrados. Hoje, o LiLi tem 10 microcomputadores IBM PC 486 ligados numa rede local (Novell) e está sob a responsabilidade da Coordenação Setorial da Licenciatura do CCMN.

LIGs

Os Laboratórios de Informática da Graduação (LIG) possuem micros e softwares atualizados, além de acesso à Internet. O Instituto de Física possui dois LIGs: um localizado dentro da biblioteca, ao lado da sala de estudos (LIG1) e o outro no 4O andar , sala 426 (LIG2). Todo aluno do curso de Física (diurno ou noturno) pode ter acesso aos micros dos LIGs. O horário de funcionamento é o mesmo da biblioteca (LIG1) e a do LILI (LIG2).

Coeficiente de Rendimento

De acordo com a Resolução CEG 15/71, o rendimento do aluno, por período e ao fim do curso, será traduzido por um coeficiente de rendimento, representado pela média ponderada das notas finais obtidas em cada disciplina, tendo, como peso, o número de créditos que a disciplina respectiva confere. Quando o aluno for dispensado de uma disciplina, tendo transferidos os créditos de outro estabelecimento de ensino, essa disciplina não será computada no coeficiente de rendimento.
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