Oh, passado glorioso,
oh esperanças do futuro,
oh cidade, oh universidade,
oh luz que brilhas no escuro!

Oh ruas do Rio a homenagear
tantos de teus sábios professores:
são cientistas, artistas, engenheiros,
médicos, juristas e escritores!

Oh Fundão, Cidade Universitária
- antigo arquipélago de manguezais e pescadores -
hoje sois arte, tecnologia e ciência,
hoje abrigas sonhos e seus sonhadores!

Oh, Observatório do Valongo
da musa da Astronomia antiga moradia,
és um pequeno jardim entre o Porto e a Cidade
um lugar de paz e de harmonia!

Oh, Museu da Quinta
- palácio do imperador -
em rochas, relíquias e fósseis,
tens da Terra e do Homem um quieto esplendor!

Oh, Passeio Público, primeiro jardim
na Lapa a Biblioteca abrigaste
hoje és a Escola da Música,
e as partituturas em melodia transformaste!

Oh, Praia Vermelha das demolidas Medicina e Escola Militar,
oh, praia de Fora, antigo berço da cidade,
oh, aterrada praia da Saudade do venerando Hospício
junto ao IME, EGN, UniRio, CNEN, CBPF, CPRM e Benjamin Constant
tens tradição, diversidade e novidade!

Oh, Largo de São Francisco
- a antiga Politécnica acolheste -
hoje as Ciências Sociais florescem
nas salas que conheceste!

Oh, Moncorvo Filho junto ao Campo de Santana
-onde o Senado do Império se ergue -
és feito de esperança e de leis,
és da verdade o mais puro albergue!

Oh, desprezada Cidade Nova
- antes Mangue, hoje Enfermagem e HESFA-
abrigas esperanças e conforto,
velas que iluminam nossa viagem!

Oh, novo Macaé,
distante e lindo florão
onde gás e petróleo nascem
no mais profundo clarão!

Oh novos Xerém e polos EAD,
e antigos Aplicação e Maternidade-Escola,
nascer e crescer é sempre um desafio
que o presente em vós desenrola!

Oh, antigos prédios de Medicina, Belas Artes,
UDF, FNFi, Direito, Aplicação e Reitoria
(e outras mudanças e demolições quase esquecidas)
fazes a memória sonhar que o tempo traga a sabedoria!